A Polícia reforça que informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso podem ser repassadas de forma sigilosa
O desaparecimento do empresário Antônio Nemézio Miranda Filho, conhecido como “Castelinho”, completa quatro meses no próximo dia 19, sem que as investigações tenham chegado a uma conclusão. Mesmo após novas apreensões, os celulares recolhidos há cerca de quatro semanas seguem na Polícia Técnica (Politec), aguardando extração de dados, etapa considerada crucial para o avanço do inquérito. O caso sem respostas causa angústia para familiares e amigos.
Castelinho, de 76 anos, desapareceu no dia 19 de outubro, após sair sozinho em sua caminhonete em direção à área rural de sua propriedade. Desde então, o caso mobilizou uma força-tarefa com buscas aéreas, terrestres e fluviais, envolvendo dezenas de profissionais. As operações foram encerradas cerca de duas semanas depois, sem localização do empresário.
A caminhonete de Antônio Nemézio foi encontrada no mesmo dia do desaparecimento, abandonada, com a chave na ignição e sem sinais de violência. Nos dias seguintes, equipes localizaram uma camisa e, posteriormente, um par de botinas, a aproximadamente três quilômetros do local onde o veículo foi achado. A ausência de vestígios mais consistentes e de testemunhas tem dificultado o trabalho investigativo.
Conhecido como fundador da tradicional Lanchonete e Restaurante Castelinho — ponto de parada famoso para quem viaja entre Porto Velho, Guajará-Mirim e o Acre —, o empresário mantinha uma rotina ativa, mesmo enfrentando a doença de Parkinson. Morador da região rural há mais de 30 anos, ele conhecia bem o lugar e não teria como se perder. O desaparecimento é mistério.
A Polícia reforça que informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso podem ser repassadas de forma sigilosa pelo telefone 197 ou pelo WhatsApp (69) 3216-8940. Enquanto isso, familiares seguem vivendo meses de incerteza, à espera de respostas sobre o paradeiro de Castelinho.
Rondoniaovivo
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