PSD ainda não oficializou Rocha na Presidência; Chaves no Republicanos ou UB; e deputado de Rondônia é vítima do MBL

PSD ainda não oficializou Rocha na Presidência; Chaves no Republicanos ou UB; e deputado de Rondônia é vítima do MBL

                                                 A íntegra da coluna redigida por Herbert Lins


           



A aula de Geografia e soberania com Bad Bunny

CARO LEITOR, o cantor porto-riquenho Bad Bunny, 31 anos, fez apresentação de um show politizado no intervalo do Super Bowl, sem citar o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e o presidente dos EUA, Donald Trump (Republicanos). O cantor ainda convidou Lady Gaga e Ricky Martin para cantarem juntos. Em dado momento, Bad Bunny fez um discurso e lembrou que a expressão “América” se refere a todo o continente americano, e não exclusivamente aos EUA. Neste caso, Bad Bunny deu uma aula de Geografia, soberania e anticolonialismo racista para os estadunidenses e latinos que carregam consigo o complexo de vira-lata quando diz: “Deus abençoe a América” e depois desfila ao lado de figurantes carregando todas as bandeiras dos países e citando o nome de cada um que forma o continente americano. A coreografia lembrou que a América é plural e diferente dos EUA, ou seja, os estadunidenses são apenas uma parte do conjunto dos americanos, que nenhum país americano pode querer mandar sobre todos os outros, pelo contrário, respeitar a autodeterminação dos povos. Assim, o cantor Bad Bunny deu mais que uma aula, ele rompeu com a geografia imposta pelo império estadunidense e obrigou milhões de pessoas a enxergar o mundo a partir de fora da bolha em que vivem. 

Show

O show no intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos do mundo, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores somente nos EUA. Historicamente, o show é planejado para garantir a audiência e o faturamento publicitário. 

Reagiu

O presidente dos EUA, Donald Trump (Republicanos), reagiu ao show de Bad Bunny se manifestando pela Truth Social, escrevendo: “o show do intervalo foi absolutamente terrível e afrontou a grandeza dos EUA, não representa nossos parâmetros de sucesso, criatividade ou excelência”. Ou seja, sentiu.

Carta

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) escreveu uma carta para a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro em celebração aos 18 anos de casamento. A carta divulgada parece mais uma lista de feira com itens, não tem um texto discursivo com memória, personalização, histórias compartilhadas, expressões de sentimentos reais, poesia e romantismo.

Articula

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (PSD-SP), se articula para se encaixar como candidato a vice-governador de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo ou vice-presidente na chapa encabeçada pelo presidente Lula (PT-SP). 

Pragmatismo

Em colunas pretéritas, analisei o movimento de Gilberto Kassab (PSD-SP) na articulação para se encaixar como candidato a vice-presidente na chapa presidencial encabeçada pelo presidente Lula (PT-SP). Kassab sabe que a salvação é individual no jogo do poder e a sua biografia revela o seu pragmatismo político para salvar a si mesmo.

Rasteira

Caso aconteça a aliança entre o PT e o PSD, Gilberto Kassab (PSD-SP) dá uma rasteira na direita e na extrema direita. Será cômico assistir os governadores Ronaldo Caiado (PSD-Goiás), Carlos Massa Júnior – Ratinho (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e o Coronel Marcos Rocha (PSD-RO), caminhando com Lula e cantando "Lula lá, brilha uma estrela".

Assumiria

Falando em estrela, já se passou uma semana que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (PSD-SP), anunciou que o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) assumiria a presidência estadual do PSD em Rondônia. No Sistema de Informações Partidárias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda consta o nome do ex-senador Expedito Júnior (PSD) como presidente estadual da legenda. 

Estranheza

O presente colunista já foi dirigente municipal e estadual de uma sigla partidária, além de figurar como membro da Executiva Nacional de partido. Causa-me estranheza a demora para o PSD nacional enviar a nova composição do Diretório estadual do PSD em Rondônia para ser anotado no Sistema de Informações Partidárias do TSE.

Viralizou

Falando em composição, viralizou na rede social um vídeo do debate das eleições de 2018 entre os candidatos a governador, Coronel Marcos Rocha (PSL) e Expedito Júnior (PSDB). No vídeo, Rocha diz que Expedito tem um histórico de não pagar a ninguém. Expedito rebate, dizendo: “Eu tenho credibilidade, coisas que muitos não têm.” 

Prometeu

Falando em PSD, o ex-senador Expedito Júnior (PSD), ainda presidente estadual da legenda em Rondônia, prometeu uma grande surpresa até sexta-feira (13). Neste caso, a possível filiação da pré-candidata ao Senado e deputada federal Silvia Cristina (PP).

Dilema

A deputada Silvia Cristina (PP) está no dilema: se ficar, o bicho come; se correr, o bicho pega. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), pediu arrego ao presidente Lula (PT-SP) para garantir a sua reeleição no Piauí.

Explicar

A pré-candidata ao Senado, deputada federal Silvia Cristina (PP), tem que explicar para o eleitor rondoniense de direita e extrema direita essa aproximação do seu partido, o PP, com o presidente Lula (PT-SP). Caso troque o PP pelo PSD, ficará ainda mais próxima da esquerda e de Lula.

Nanicas I

Com a cláusula de barreira e limitações de acesso ao Fundo Partidário e ao FEFC, as legendas nanicas sobrevivem no jogo do poder. Em face disso, não tem nada a oferecer aos candidatos proporcionais e majoritários. Pelo contrário, os Diretórios Nacionais cobram mensalidades exorbitantes dos dirigentes estaduais e pedágios em períodos eleitorais.

Nanicas II

Diante dessa realidade das legendas nanicas, dois grupos políticos deverão se unir ao partido Avante, ou seja, juntar forças para concorrer ao pleito eleitoral de 2026. Neste caso, a nominata de estadual e federal se fortalece, daí a legenda deverá eleger quatro deputados estaduais e um federal.

Trocar

Falando em forças, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), se encontra em São Paulo para articular a sua filiação ao Republicanos ou União Brasil. Neste caso, Hildon deverá trocar de partido para concorrer ao cargo de governador nas próximas eleições de outubro.

Ostracismo

O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) precisa ganhar o pleito eleitoral para governador para não cair no ostracismo político como caiu o ex-prefeito de Porto Velho, Carlinhos Camurça, quando deixou a prefeitura e concorreu ao governo do estado nas eleições de 2006.

Fortalece

O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), eleito governador, fortalece um nome do seu grupo político para disputar a Prefeitura de Porto Velho em 2028. Além disso, sentado na cadeira de governador, se torna chefe de polícia, com isso, pode mexer nas gavetas do prefeito Léo Moraes (Podemos).

Tabuleiro

O prefeito Léo Moraes (Podemos) precisa ficar com um olho na missa e outro no padre no jogo eleitoral. Léo será a rainha no tabuleiro de xadrez político na disputa para o governo de Rondônia. Ele já lançou a pré-candidatura do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), resta agora abrir diálogos para composições.

Vitima

O deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) foi vítima de um provocador do Movimento Brasil Livre (MBL). O jovem provocador está equivocado ao criticar o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) que estabelece regras gerais para negociação de dívidas tributárias e não tributárias com o estado de Rondônia. Tecnicamente, é fake news dizer que a dívida da Energisa foi perdoada.

Assemelha

O episódio entre o deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) e o provocador do MBL no sentido de lacrar e ganhar likes se assemelha ao fato da provocação sofrida pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). Diferente de Glauber, que agrediu o provocador do MBL, Alan foi super educado e o provocador não deixou ele responder às indagações em relação à polêmica envolvendo a Energisa.

Divide

O vereador de Porto Velho, Dr. Macário (União), divide o seu tempo entre o seu gabinete médico e a atuação parlamentar. Macário participa das sessões na CMPV, percorre bairros, visita secretarias e faz pedidos de providências para diversos bairros e comunidades da capital. 

Sério

Falando sério, as músicas de Bad Bunny seguem a linha do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol. Bunny não esconde seu lado político atrelado à sua música, nunca abriu mão da sua identidade latina, já participou de manifestações políticas de rua, portanto, o posicionamento do cantor fala por ele.

Por Herbert Lins

da redação FM

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