Proposta discutida no Planalto prevê modernização militar em 15 anos, com foco em defesa antiaérea, cibernética, vigilância de fronteiras e redução do hiato tecnológico
Chefes das Forças Armadas apresentaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de investimentos estimado em R$ 800 bilhões para o setor de defesa ao longo de 15 anos, entre 2025 e 2040, durante reunião no Palácio do Planalto com o ministro da Defesa e os comandantes das três armas. Todos os sistemas de defesa foram inclusos e o Brasil deve fabricar grande parte dos aparatos necessários como forma de deter o controle no fornecimento.
A proposta, considerada ambiciosa pelos militares, prevê a modernização de equipamentos e a recomposição de capacidades básicas das Forças Armadas, com foco em áreas como defesa antiaérea, sistemas cibernéticos, vigilância de fronteiras e resposta a ameaças emergentes. Segundo os comandantes, o objetivo é reduzir o hiato tecnológico frente a países mais bem equipados.
Durante o encontro, os líderes militares alertaram para a volatilidade do cenário internacional, citando conflitos em curso e tensões regionais como fatores que exigem uma postura de defesa mais robusta. A situação na Venezuela e movimentos militares no entorno do Brasil foram mencionados como motivos de atenção.
O valor proposto está muito acima dos investimentos atualmente destinados à Defesa. O Congresso autorizou cerca de R$ 30 bilhões em investimentos extraordinários ao longo de seis anos, considerada pelos militares insuficiente para sustentar projetos estratégicos de longo prazo.
O presidente Lula ouviu a proposta e orientou o aprofundamento dos estudos técnicos, sem assumir compromissos imediatos sobre valores ou cronograma. O debate deve avançar no governo e no Congresso ao longo de 2026, em meio a discussões sobre orçamento e prioridades nacionais.
Rondoniaovivo
da redação FM
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