Prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), convite para ser candidato a governador no União Brasil
Porto Velho, Rondônia - A política de Rondônia entrou em estado de ebulição. Um comentário contundente do jornalista Rubens Coutinho, do site Tudo Rondônia, trouxe à tona uma articulação de bastidores que pode mudar completamente o tabuleiro eleitoral de 2026 no estado.
Segundo informação recebida por Rubens Coutinho na noite desta semana, o deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil) estaria se movimentando para levar o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), para o União Brasil, com o objetivo claro: lançá-lo candidato a governador de Rondônia.
Cenário explosivo e alianças em choque
A tensão cresce ainda mais com a entrada do governador Marcos Rocha no PSD, partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab. Esse movimento coloca o PSD em rota de colisão direta com o bolsonarismo, já que o senador Flávio Bolsonaro, indicado por Jair Bolsonaro, deve disputar a Presidência da República pelo PL.
Nos bastidores nacionais, o PSD trabalha para lançar um candidato próprio ao Planalto, que deve sair entre:
Ronaldo Caiado (GO),
Eduardo Leite (RS),
Ratinho Júnior (PR).
Ou seja: campos políticos opostos, com PSD e PL em confronto direto contra Bolsonaro e Lula.
A palavra que ecoa: traição
No comentário carregado de tensão, Rubens Coutinho levanta uma pergunta que ecoa entre eleitores conservadores:
“Como o governador vai explicar isso ao eleitor bolsonarista?”
Eleito em 2018 sob forte apoio de Bolsonaro, Marcos Rocha jurou fidelidade ao bolsonarismo. Agora, ao ingressar num partido que deve enfrentar Bolsonaro nacionalmente, o gesto é visto por muitos como uma ruptura grave, descrita pelo jornalista como “uma grande traição”.
O peso do governo no palanque
Outro ponto sensível destacado é o desgaste administrativo. Após sete anos de governo, Marcos Rocha carrega críticas pesadas:
déficits na saúde,
problemas na segurança pública,
ausência de grandes obras estruturantes, como hospitais.
Segundo Coutinho, esse desgaste inevitavelmente respingaria em Adailton Fúria, que acabaria simbolizando o continuísmo do atual governo estadual.
Contradições internas no PSD
O enredo fica ainda mais complexo com a presença de Expedito Júnior no PSD. Seu filho, Expedito Neto, é candidato pelo PT.
A pergunta que fica no ar:
Como explicar ao eleitor um partido com um pé no bolsonarismo, outro no anti-bolsonarismo e outro no PT?
União Brasil: o porto seguro?
Diante desse cenário turbulento, a possível ida de Adailton Fúria ao União Brasil surge como uma saída estratégica. No estado, o partido é presidido por Júnior Gonçalves, adversário declarado de Marcos Rocha — a quem chama, sem rodeios, de traidor.
Adailton Fúria é visto como um nome forte: jovem, advogado, prefeito bem avaliado e gestor dinâmico. Mas, como bem resumiu Rubens Coutinho, o risco está na bagagem política que ele pode ser obrigado a carregar.
Entre alianças contraditórias, acusação de traição, rejeição administrativa e disputas nacionais, Rondônia assiste ao início de uma campanha marcada por alta voltagem política.
E como diz a velha máxima da política:
👉 quem entra cedo demais no jogo, entra também no fogo.
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