Reajuste de 6,79% eleva o piso nacional para R$ 1.621 e beneficia mais de 60 milhões de brasileiros, impactando aposentadorias, PIS e seguro-desemprego.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor para os pagamentos realizados a partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro. O valor, que representa um aumento de R$ 103 em relação ao ano anterior, já pode ser conferido pelos trabalhadores nos contracheques referentes ao mês de janeiro.
O cálculo do reajuste seguiu a política de valorização que combina a inflação medida pelo INPC e a variação do PIB. No entanto, devido às regras do arcabouço fiscal, o ganho real foi limitado a 2,5%, resultando em um índice total de 6,79% de correção para o trabalhador brasileiro.
Aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso nacional já começaram a ter acesso aos novos valores desde o final de janeiro. O cronograma de pagamentos para este grupo segue até a próxima sexta-feira, 6 de fevereiro, distribuído de acordo com o número final do benefício.
O aumento do piso nacional gera um efeito cascata em diversos benefícios sociais e trabalhistas. O seguro-desemprego agora tem parcela mínima de R$ 1.621, enquanto as contribuições previdenciárias para autônomos e Microempreendedores Individuais (MEI) também foram atualizadas com base no novo montante.
De acordo com o Dieese, a medida deve injetar mais de R$ 81 bilhões na economia ao longo de 2026. Além do ganho direto no poder de compra das famílias, o governo estima que a mudança impacte positivamente o consumo interno, apesar do custo adicional previsto para as contas da Previdência.
Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM
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