Lula defende na Índia governança da inteligência artificial pela ONU

Lula defende na Índia governança da inteligência artificial pela ONU

 Em discurso em Nova Délhi, presidente afirma que a inovação tecnológica exige controle multilateral para proteger a democracia e combater a desinformação.

        © Ricardo Stuckert/PR



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (19), que a governança global da inteligência artificial (IA) seja liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorreu durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, realizada em Nova Délhi, na Índia.

Em seu discurso, Lula ressaltou que, embora a tecnologia impulsione a produtividade e a medicina, ela também traz riscos graves. O presidente citou o uso de algoritmos para disseminar discursos de ódio, pornografia infantil e conteúdos falsos que podem distorcer processos eleitorais.

Lula reconheceu iniciativas de grupos como o G7 e propostas da China, mas reiterou que nenhum fórum substitui a universalidade da ONU. Para o governo brasileiro, a regulação internacional deve ser inclusiva e voltada ao desenvolvimento dos países mais pobres.

O evento na Índia faz parte do Processo de Bletchley, um esforço global para estabelecer normas de segurança e ética no setor digital. Lula destacou que a soberania nacional e a coesão social precisam ser preservadas diante do avanço acelerado da Quarta Revolução Industrial.

A agenda do presidente em Nova Délhi segue com reuniões bilaterais focadas em cooperação tecnológica. O Brasil busca se posicionar como um mediador no debate sobre como equilibrar a inovação tecnológica com a proteção dos direitos humanos e da democracia.

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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