Desenvolvido pela Ruby AI para as Forças de Defesa de Israel, o polvo mecânico reduz a manutenção de tanques de 48 horas para 2 horas, opera com autonomia total em ambientes com lama, calor e produtos químicos tóxicos e elimina a exposição direta de soldados a riscos físicos e químicos
Um robô conhecido como polvo mecânico, desenvolvido pela empresa israelense Ruby AI para as Forças de Defesa de Israel, reduz a manutenção de tanques de 48 horas para duas horas, operando de forma autônoma e eliminando a exposição de soldados a riscos químicos e térmicos.
Sistema autônomo polvo mecânico transforma operações de manutenção de tanques
A empresa israelense Ruby AI teria desenvolvido um sistema robótico especializado para as Forças de Defesa de Israel. O jornal Jerusalem Post afirmou que o robô transforma um processo manual de 48 horas em uma tarefa autônoma simplificada de duas horas.
Operando com total autonomia, o sistema elimina a necessidade de pessoal em zonas de alto risco. A tecnologia protege soldados de produtos químicos tóxicos, óleos corrosivos e condições térmicas extremas durante as operações de manutenção de tanques.
A manutenção de tanques sempre foi descrita como uma maratona de trabalho manual de 48 horas. Soldados passavam dias cobertos de graxa e expostos ao calor escaldante para localizar um único sensor defeituoso. Agora, essa tarefa leva duas horas e é realizada pelo robô.
Semelhante a um polvo mecânico de alta tecnologia, o sistema utiliza múltiplos braços especializados para penetrar nos motores dos tanques, limpá los, escaneá los e executar manutenções complexas de forma autônoma.
Núcleo de IA Física permite operação em lama, poeira e temperaturas extremas
“Estamos desenvolvendo tanto os braços robóticos em si quanto seus cérebros”, disse Daniel Ben Dov ao Jerusalem Post. Veterano das indústrias de defesa e aeroespacial, ele fundou a empresa em 2020 com foco em tarefas sujas, monótonas e perigosas.
O CEO afirmou que a empresa evita robôs de consumo considerados “fofos” e concentra esforços em trabalhos físicos pesados, repetitivos e arriscados. O sistema foi projetado para atuar no caos do mundo real, sem exigir chão limpo ou iluminação perfeita.
Segundo Ben Dov, o segredo está no que a empresa chama de IA Física. Trata se de um núcleo capaz de aprender elementos do mundo físico, compreender o que vê e executar ações precisas em ambientes complexos.
Ele explicou que o robô pode trabalhar em lama, poeira, calor e frio. Utilizando sensores e inteligência espacial, o sistema percebe a complexidade do motor e aprende a navegar em torno de obstáculos que impediriam uma máquina padrão.
De acordo com informações divulgadas, o sistema atingiu pleno funcionamento, protegendo funcionários de tarefas de manutenção perigosas e reduzindo significativamente o tempo necessário para os serviços.
Experiência anterior inclui robô de reabastecimento autônomo nos Emirados Árabes Unidos
Antes do acordo com as Forças de Defesa de Israel, a Ruby AI teria trabalhado com os Emirados Árabes Unidos. A empresa implantou um robô de reabastecimento totalmente autônomo para operações consideradas de alto risco.
“Se um robô sabe como reabastecer, ele sabe como lidar com materiais perigosos”, observou Ben Dov. Essa lógica estaria sendo aplicada de forma ampliada no desenvolvimento do polvo mecânico para limpeza de tanques.
O robô para limpeza é descrito como apenas o começo. A empresa está testando protótipos com diferentes finalidades, ampliando o escopo de atuação da automação em ambientes militares.
Novos protótipos incluem troca de rodas de 100 quilos e limpeza de túneis subterrâneos
Entre os projetos em andamento, a empresa desenvolve robôs capazes de substituir rodas de tanques de 100 quilos. A tarefa é apontada como causa frequente de lesões nas costas de mecânicos.
Outra iniciativa envolve robôs especializados, não humanoides, aptos a rastejar na lama e na água para limpar túneis subterrâneos. Esses sistemas são projetados para atuar em ambientes de difícil acesso.
A Ruby AI também trabalha em braços biônicos de cinco dedos voltados para medicina militar de alta precisão. O objetivo é permitir cirurgias terapêuticas em ambientes contaminados por agentes químicos ou biológicos.
Segundo a empresa, a meta não é substituir soldados na linha de frente, mas eliminar encargos, riscos e o trabalho árduo da manutenção militar. O foco permanece na automação de tarefas pesadas e perigosas por meio do polvo mecânico.





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