Ministro Waldez Góes destaca ações de salvamento em Juiz de Fora e Ubá após enchentes históricas; governo libera R$ 3,4 milhões para assistência imediata.
© Márcio Pinheiro/MIDR
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quinta-feira, 26, que o foco absoluto das equipes federais é o resgate de vítimas e o suporte aos milhares de desabrigados na Zona da Mata mineira. Durante entrevista à “Voz do Brasil”, Góes ressaltou que, embora o plano de reconstrução física das cidades já esteja em debate, a urgência no momento é “assistir as pessoas e fazer a procura de desaparecidos”. Até agora, a tragédia na região contabiliza 64 mortes confirmadas — sendo 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá — com operações concentradas em frentes críticas de soterramento e alagamento.
A Defesa Civil Nacional já formalizou o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e emitiu o reconhecimento sumário para Ubá e Matias Barbosa, o que acelera o repasse de verbas. O governo federal autorizou a liberação inicial de R$ 3,4 milhões para as localidades mais atingidas, sendo R$ 2,9 milhões destinados a Juiz de Fora e R$ 482,4 mil para Ubá. Esses recursos serão aplicados na compra de mantimentos, kits de higiene e na estruturação de abrigos temporários para as mais de 5,5 mil pessoas que precisaram abandonar suas casas.
Restabelecimento de serviços e mobilidade
Além do socorro direto às vítimas, o ministério trabalha na recuperação da infraestrutura básica para permitir que a ajuda chegue a bairros isolados. Equipes multidisciplinares, incluindo técnicos do Ministério da Saúde e do Desenvolvimento Social, atuam no restabelecimento de energia elétrica, comunicações e na limpeza de vias obstruídas por lama e destroços. “Nós vamos atuar fortemente fazendo as buscas e até ter tudo resolvido, com as pontes reconstruídas e estradas liberadas”, assegurou o ministro.
Monitoramento e gabinete de crise
Para agilizar as providências burocráticas e técnicas, o Governo Federal instalará um gabinete de crise físico na prefeitura de Juiz de Fora nos próximos dias. O objetivo é permitir que engenheiros e especialistas auxiliem os prefeitos na elaboração de planos de trabalho para a reconstrução definitiva de pontes e moradias. O monitoramento meteorológico segue rigoroso, visto que o solo saturado ainda oferece risco elevado de novos deslizamentos em áreas de encosta já fragilizadas pelos temporais.
Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM
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