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O encontro, que durou cerca de duas horas, teve como foco a cooperação regional em segurança e combate ao narcotráfico. Trump afirmou que Petro, que criticou publicamente a operação americana para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, agora estaria mais disposto a colaborar com a administração americana para conter o fluxo de drogas ilegais da Colômbia. “De alguma forma, após a operação na Venezuela, ele se tornou muito mais cordial”, disse Trump aos jornalistas na véspera da visita.
(Crédito: Presidência)
Apesar das declarações de aproximação, o histórico de tensões entre os líderes continuou presente. Nos últimos dias, Petro criticou Trump, chamando-o de “cúmplice de genocídio” na Faixa de Gaza e classificando a captura de Maduro como um sequestro. Antes de embarcar para Washington, o presidente colombiano incentivou manifestações em Bogotá durante a visita à Casa Branca e planeja conceder entrevista coletiva na embaixada colombiana.
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Petro esteve acompanhado de membros de seu governo, incluindo a ministra das Relações Exteriores, Rosa Yolanda Villavicencio, o ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez Suárez, e o embaixador da Colômbia em Washington, Daniel García-Peña. Trump, por sua vez, recebeu o presidente colombiano com o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o senador republicano Bernie Moreno, nascido na Colômbia.
Presidência
Historicamente, a Colômbia é aliada dos EUA, especialmente no combate ao narcotráfico. Nos últimos 30 anos, os Estados Unidos colaboram com o país sul-americano para prender traficantes, enfrentar grupos rebeldes e promover desenvolvimento econômico em áreas rurais. O país também é considerado um aliado importante fora da OTAN.
As relações entre os dois líderes sofreram tensões recentes devido à mobilização de forças americanas na região, com ataques militares a barcos suspeitos de tráfico no Caribe e no Pacífico Oriental, resultando em pelo menos 126 mortes. Em outubro, o governo americano anunciou sanções contra Petro, sua família e membros do governo colombiano por suposta participação no tráfico de drogas global. Essas sanções precisaram ser suspensas temporariamente para permitir a viagem de Petro a Washington.
Durante a visita, Petro buscou demonstrar diplomacia, apresentando presentes culturais a Trump, como uma cesta indígena Wounaan do Chocó e um vestido artesanal de Nariño para a primeira-dama Melania Trump. Fotos divulgadas pelo gabinete do presidente colombiano mostram os dois líderes caminhando pelo colunado da Casa Branca e conversando antes de entrarem no Salão Oval, sem realizar declarações conjuntas à imprensa, algo incomum para visitas de chefes de Estado.
O encontro representou uma tentativa de acerto diplomático e cooperação em segurança, mesmo com divergências históricas e recentes entre os dois governos. Petro destacou seu compromisso no combate às drogas e lamentou que muitos de seus filhos vivam fora da Colômbia devido aos riscos associados à luta contra o narcotráfico.
Gazeta Brasil






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