Investigação da Polícia Civil aponta esquema de venda irregular de áreas estaduais com uso de documentos falsos e auxílio de conhecimento técnico.
A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (DECCONDE), prendeu preventivamente um engenheiro florestal sob a acusação de integrar um esquema de fraude fundiária. O suspeito é investigado por facilitar a negociação irregular de terras pertencentes ao Estado, utilizando seu conhecimento técnico para dar aparência de legalidade a processos fraudulentos.
As investigações indicam que o grupo criminoso atuava na venda de áreas públicas e na falsificação de documentos para processos de regularização fundiária. A prisão ocorreu após um período de monitoramento e trabalho de inteligência, com o objetivo de frear o avanço de invasões e comercializações ilícitas que prejudicam o patrimônio público e enganam compradores de boa-fé.
Durante a operação, que contou com o suporte estratégico da Casa Militar do Governo de Rondônia, os agentes cumpriram o mandado judicial e encaminharam o profissional ao sistema prisional. De acordo com a DECCONDE, o uso de conhecimentos especializados por parte do engenheiro era um diferencial para atrair vítimas e burlar a fiscalização estadual.
O engenheiro permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil realiza novas diligências. O foco agora é identificar outros envolvidos na rede criminosa e mensurar a extensão das áreas públicas que foram alvo de negociações indevidas. A polícia alerta para que cidadãos verifiquem a autenticidade de documentos junto aos órgãos oficiais antes de realizar qualquer transação de imóveis rurais.
A DECCONDE destaca que o combate a crimes contra a administração pública e o patrimônio fundiário é prioridade para garantir a ordem econômica no estado. Novos mandados podem ser expedidos conforme o avanço das oitivas e a análise dos materiais apreendidos durante a prisão do engenheiro florestal.
Por jaru online - 20
da redação FM
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