Brasília retoma Conferência Nacional das Cidades após hiato de 13 anos

Brasília retoma Conferência Nacional das Cidades após hiato de 13 anos

 Evento reúne 1,6 mil delegados para definir as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano com foco em sustentabilidade e habitação.

          © José Cruz/ Agência Brasil

Brasília volta a ser o palco das discussões sobre o futuro dos municípios brasileiros com a abertura da 6ª Conferência Nacional das Cidades, que ocorre de hoje, 24, até sexta-feira, 27. O encontro marca o retorno do debate participativo em nível federal, que não era realizado desde 2013. Organizado pelo Ministério das Cidades, o evento reúne delegados eleitos em mais de 1,8 mil municípios para consolidar propostas que servirão de base para a nova Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU).

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou a importância do evento para descentralizar as decisões e entender as necessidades de um país de dimensões continentais. Segundo o ministro, a ausência dessas conferências na última década prejudicou o planejamento urbano, pois impediu a oxigenação de ideias e o diálogo com movimentos sociais, setor empresarial e academia. A retomada do Conselho das Cidades (Concidades) foi apontada como o passo fundamental para a viabilização desta etapa nacional.

Eixos Temáticos e Participação

As discussões serão divididas em salas temáticas para abordar gargalos históricos e novos desafios das metrópoles e pequenas cidades. Entre os tópicos prioritários estão:

Habitação e Regularização Fundiária: Foco na redução do déficit habitacional e segurança jurídica.

Saneamento e Sustentabilidade: Estratégias para o cumprimento do Marco Legal do Saneamento e adaptação às mudanças climáticas.

Mobilidade Urbana: Melhoria do transporte público e acessibilidade.

Transformação Digital: Inovação tecnológica aplicada à gestão das cidades e segurança cidadã.

Impacto nas Políticas Públicas

As propostas aprovadas pelos 1,6 mil delegados serão consolidadas em um documento oficial. Este relatório final guiará o governo federal na implementação de ações que buscam reduzir as desigualdades sociais nas periferias e promover o desenvolvimento sustentável. O caráter interfederativo da conferência busca garantir que União, estados e municípios atuem em cooperação, evitando que soluções pensadas apenas em Brasília falhem ao serem aplicadas nas diversas realidades locais.

IndicadorDetalhes
Participantes1.600 delegados com direito a voto
AbrangênciaMais de 1.800 municípios mobilizados nas etapas prévias
Objetivo PrincipalElaboração da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU)
Período24 a 27 de fevereiro de 2026

O encerramento do evento, na próxima sexta-feira, deve contar com a presença de autoridades do Executivo para a entrega formal das diretrizes. A expectativa é que, com a PNDU oficializada, o Brasil consiga alinhar seus projetos urbanos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, priorizando a resiliência climática e a inclusão social nos centros urbanos.

Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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