Segundo a agência, o aumento do volume de chuvas em fevereiro elevou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que têm custo de produção mais alto.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, tem o objetivo de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia:
Bandeira verde – sem acréscimo na tarifa;
Bandeira amarela e vermelha – indicam condições menos favoráveis de geração e geram cobrança extra.
Apesar do cenário positivo, a Aneel alerta que pode haver despacho complementar de termelétricas em situações específicas para garantir a segurança do sistema elétrico, mas isso não altera a classificação da bandeira no mês. Segundo a agência, essa medida visa à “robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas”.
Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou ações preventivas para 2026, considerando alertas sobre os níveis dos reservatórios. Entre as medidas, foi recomendado um plano de ação envolvendo instituições e agentes responsáveis pela gestão da bacia do Paraná, visando reduzir o risco hidrológico e assegurar o fornecimento.
Além do fator hidrológico, outro elemento que influencia as bandeiras é o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que determina o custo da energia produzida em determinado período.
O sistema de bandeiras tarifárias trouxe mais transparência e previsibilidade para os consumidores, permitindo que os custos de geração de energia sejam refletidos mensalmente na conta, em vez de apenas nos reajustes anuais, como ocorria anteriormente.
Gazeta Brasil
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