Relator da CPMI do INSS considera inaceitáveis manobras para proteger poderosos de investigação no Congresso
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que esta quinta-feira (26) será um dia de luta contra a blindagem a poderosos suspeitos de participar dos roubos bilionários de aposentados e pensionistas. A comissão de inquérito do Congresso Nacional vota hoje o pedido do relator para quebrar sigilos do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luis Lula da Silva, o “Lulinha”, por suspeita de receber R$ 300 mil do esquema operado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Além da quebra dos sigilos bancário e fiscal, Alfredo pediu o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Lulinha. E disse seguir insistindo na luta contra eventuais manobras inaceitáveis para proteger poderosos e impedir que a verdade seja revelada.
“[…] Hoje é um dia importante para a votação de uma série de requerimentos reapresentados por mim, na condição de relator, que pedem quebras de sigilos bancário e fiscal, além de novas convocações de investigados no escopo da CPMI. Será uma luta contra a blindagem. Não aceitaremos manobras para proteger poderosos. Vamos seguir cobrando, insistindo e expondo quem tenta impedir que a verdade venha à tona. Aposentados e pensionistas merecem #justiça”, afirmou Alfredo Gaspar, nas suas redes sociais.
Indícios de crimes
Em seu requerimento, o deputado alagoano argumenta que a quebra de sigilo, desde 2022 e janeiro deste ano de 2026, seria a via técnica capaz de materializar o nexo de causalidade entre os desvios bilionários do INSS e a possível fruição desses valores por meio de Lulinha. E cita decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o aprofundamento das diligências da Polícia Federal na fase de rastreamento dos valores, identificou mecanismos sofisticados de blindagem patrimonial e uso de “laranjas”.
“Assim, o acesso aos dados fiscais e bancários de Fabio Luis é essencial para que a CPMI cumpra sua missão constitucional de entregar a verdade dos fatos, esclarecendo se as estruturas internacionais da organização serviram
para o enriquecimento ilícito de agentes políticos e seus familiares”, justifica Alfredo.
O relator ainda argumenta ser necessário investigar as citações com supostas referências a Lulinha, em mensagens interceptadas do Careca do INSS.
“Ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’. A Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas”, diz Alfredo, em seu requerimento.
O parlamentar denuncia o grau de interferência e a tentativa de obstrução de justiça, após a deflagração de fases da Operação Sem Desconto, quando Roberta envia mensagens a Careca do INSS ordenando: “some com esses telefones. Joga fora”.
Alfredo cita a expressão de preocupação da investigada com a apreensão de um envelope contendo o nome do “nosso amigo”, que seria de Lulinha. Bem como a suspeita de que o filho do presidente Lula tenha atuado como “sócio oculto” do Careca do INSS em empresas de cannabis medicinal financiados com recursos supostamente desviados do INSS.
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