Dados do Inpe apontam recuo de 35% na floresta amazônica e de 6% no Cerrado entre agosto e janeiro; ministra Marina Silva projeta menor taxa histórica para 2026.
Orlando K Junior/Divulgação
Os indicadores de preservação ambiental no Brasil apresentaram avanços significativos no último semestre. Segundo o sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal caiu de 2.050 km² para 1.324 km².
No Cerrado, a redução foi mais moderada, totalizando 1.905 km² de área atingida, o que representa uma baixa de 6% em comparação ao período anterior. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (12) durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.
A degradação florestal específica na Amazônia teve um recuo ainda mais drástico, despencando 93%. De acordo com o governo, o fortalecimento da fiscalização do Ibama, que cresceu 59% desde 2022, é um dos principais pilares desses resultados.
A ministra Marina Silva destacou que a queda do desmatamento ocorre simultaneamente à expansão do agronegócio e à abertura de novos mercados internacionais. Para ela, os números provam que é possível aliar preservação ambiental e crescimento econômico.
Apesar do cenário positivo nos dois maiores biomas, o Pantanal registrou um aumento de 45,5% nos alertas de desmatamento no mesmo intervalo. O Ministério do Meio Ambiente reforçou que manterá as operações de campo para reverter essa tendência.
O objetivo do governo federal é atingir o desmatamento zero até 2030. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia ressaltou que o monitoramento via satélite seguirá sendo a principal ferramenta estratégica para orientar as ações de combate a crimes ambientais.
da redação FM
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