A resposta de Nikolas Ferreira ao padre de Aparecida que criticou a caminhada até Brasília

A resposta de Nikolas Ferreira ao padre de Aparecida que criticou a caminhada até Brasília

 


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu, nesta segunda-feira (2), declarações feitas pelo padre Ferdinando Mancilio, do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sobre a marcha realizada de Minas Gerais até Brasília. Durante missa celebrada em 25 de janeiro, o religioso criticou a manifestação liderada pelo parlamentar e afirmou que o movimento teria sido motivado pela busca de “poder”.

Sem citar diretamente o nome do deputado, o padre se referiu à mobilização no mesmo dia do encerramento da caminhada. “Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira! Quer o poder!”, declarou durante a homilia. A fala repercutiu nas redes sociais e gerou reação do congressista.

Em resposta, Nikolas defendeu sua posição sobre o armamento civil e afirmou que armas podem fazer o bem “da mesma forma que fazem o mal” e que também são capazes de “proteger inocentes”. O deputado também questionou a segurança do Papa. “Ou você acredita que quem defende o Papa e seus seguranças utilizam a Bíblia? Claro que não”, afirmou, ao criticar o que considera incoerência no discurso do religioso. Ele ainda cobrou posicionamentos mais firmes sobre o combate ao crime organizado no país.

Durante o sermão, o padre Ferdinando Mancilio disse não ver compatibilidade entre se declarar cristão e defender o armamento da sociedade. “Para onde que eu quero ir? A favor da vida ou a favor da morte?”, questionou. O religioso relatou ainda uma conversa com uma pessoa que se dizia cristã e favorável ao uso de armas. “Não tem jeito. É impossível. A arma só tem uma finalidade: ferir e matar”, afirmou. Segundo ele, ao ouvir que “o machado também mata”, rebateu: “Mas a finalidade é outra”.

Nikolas voltou a rebater o argumento e declarou que “qualquer objeto pode ser utilizado pelo mal”. Em tom de ironia, citou um exemplo bíblico: “Ou você não lembra quando Caim matou Abel com uma .40?”. O deputado reforçou que “a arma potencializa, mas ao mesmo tempo que ela pode matar um inocente, pode proteger um inocente como um policial militar faz”. Ele também reiterou a crítica sobre a segurança do Papa. “Claro que não”, respondeu, ao afirmar que não é feita “com uma Bíblia”.

Para o parlamentar, as críticas feitas à marcha não se sustentam. “Não sobrou absolutamente nada para criticarem a caminhada”, afirmou. A mobilização saiu de Minas Gerais com destino a Brasília e foi encerrada no dia 25 de janeiro com um ato em defesa da anistia e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu sob chuva intensa e um raio chegou a atingir militantes, mas não houve registro de mortes.


Gazeta Brasil

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