Durante esse cenário, houve uma parada cardiorrespiratória em paciente grave, sem equipe médica formalmente escalada, evitando-se um desfecho fatal apenas pela intervenção emergencial de médicos que estavam na unidade naquele momento.
O episódio escancara um problema crônico, que o SIMERO vem alertando há muito tempo: escalas médicas permanentemente desfalcadas, falta de profissionais e ausência de reposição efetiva. Os órgãos de controle têm ciência dessa realidade, mas providências estruturais seguem sem efetividade.
O SIMERO reforça que a demanda é permanente e não pode ficar desassistida. A solução passa, necessariamente, pela realização urgente de concurso público, acompanhada de remuneração atrativa, já que, sem salários compatíveis, os profissionais buscam outros centros que oferecem melhores condições.
Diante da gravidade do cenário e da repetição de alertas ignorados, o SIMERO informa que irá acionar o Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), órgão responsável não apenas pela fiscalização das condições de trabalho médico, mas também pelo cumprimento da manutenção do atendimento à população, incluindo a regularidade das escalas de serviço.
A entidade cobra providências imediatas da Secretaria de Estado da Saúde e alerta: vidas estão em risco. A saúde pública não pode continuar sendo tratada com improviso.
Foto: ASSESSORIA
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