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Câncer: novo medicamento petosemtamab ataca duas proteínas ligadas ao crescimento do tumor

Câncer: novo medicamento petosemtamab ataca duas proteínas ligadas ao crescimento do tumor

 Em fase experimental, o petosemtamab mira EGFR e LGR5 e mostra potencial no tratamento do câncer de cabeça e pescoço, segundo estudos internacionais.


       
Foto - Canva


Um novo medicamento experimental contra o câncer vem despertando atenção de pesquisadores em diferentes países. Chamado de petosemtamab, o fármaco foi desenvolvido para atacar duas proteínas diretamente ligadas ao crescimento tumoral, uma estratégia considerada inovadora na oncologia.

petosemtamab ainda está em fase de testes clínicos, mas já apresenta sinais de atividade em casos considerados difíceis de tratar, especialmente no câncer de cabeça e pescoço, que pode atingir regiões como boca, garganta e laringe.

A proposta do medicamento é atuar em duas frentes ao mesmo tempo: bloquear mecanismos que estimulam o crescimento do tumor e facilitar o reconhecimento das células cancerígenas pelo sistema imunológico.


Testes em andamento

O petosemtamab integra uma nova geração de medicamentos oncológicos e está sendo avaliado em laboratórios e centros de pesquisa de vários países.

Diferente de terapias tradicionais, que costumam atingir apenas um alvo molecular, o novo medicamento busca interromper dois caminhos usados pelas células cancerígenas para se multiplicar e sobreviver.

Apesar do interesse crescente, especialistas reforçam que o remédio não está aprovado para uso amplo. Todos os testes seguem protocolos rígidos de segurança e eficácia.


Quais proteínas o medicamento ataca

Uma das proteínas-alvo do petosemtamab é o EGFR (Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico). Essa proteína funciona como um estímulo para a divisão celular e, em muitos tumores, permanece ativada de forma contínua.

A segunda proteína é a LGR5, associada a células tumorais mais resistentes aos tratamentos convencionais e que podem estar ligadas à recidiva da doença.

Ao bloquear simultaneamente o EGFR e o LGR5, o medicamento tenta frear o crescimento do câncer e reduzir as chances de retorno do tumor.


Como o petosemtamab age no organismo

Além de interferir nos sinais de crescimento do tumor, o petosemtamab foi projetado para aproximar as células de defesa das células do câncer.

Na prática, ele atua como um marcador biológico, ajudando o sistema imunológico a identificar quais células devem ser atacadas.

Pesquisadores avaliam que essa ação combinada pode gerar respostas mais duradouras, especialmente em tumores conhecidos pela resistência aos tratamentos atuais.


Foco no câncer de cabeça e pescoço

Os estudos se concentram principalmente em pacientes com câncer de cabeça e pescoço em estágio avançado ou em casos em que a doença retornou após tratamentos anteriores.

Esse tipo de câncer ainda representa um desafio clínico, já que muitos pacientes apresentam resposta limitada às terapias disponíveis.

Por isso, mesmo em fase inicial, qualquer nova alternativa terapêutica gera expectativa na comunidade científica.


Reconhecimento internacional

O potencial do petosemtamab levou a agência reguladora dos Estados Unidos a conceder ao medicamento o selo de “Terapia Revolucionária” (Breakthrough Therapy).

Essa classificação não equivale à aprovação para uso, mas permite acompanhamento mais próximo e análise acelerada dos dados clínicos, caso os resultados continuem positivos.


O que pode mudar no tratamento do câncer

Se a eficácia e a segurança do petosemtamab forem confirmadas nas próximas etapas, o medicamento pode ampliar as opções terapêuticas para pacientes com poucas alternativas disponíveis.

Especialistas também estudam o uso combinado do fármaco com outras terapias já existentes.

Por enquanto, a orientação é cautela. A ciência avança passo a passo, com foco em evidências sólidas e na segurança dos pacientes.

Por Monique de Carvalho / So Noticia Boa - 25

da redação FM

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