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‘Mandei coração para o Neymar e para a Rafaella.’ Gabigol redescobriu o carinho. Depois de vaias das torcidas de Flamengo e Cruzeiro, a idolatria no Santos. Voltou a ser titular e marcar

‘Mandei coração para o Neymar e para a Rafaella.’ Gabigol redescobriu o carinho. Depois de vaias das torcidas de Flamengo e Cruzeiro, a idolatria no Santos. Voltou a ser titular e marcar

 

Gabigol voltou a usar a camisa do Santos, depois de oito anos. Foi tratado hoje na Vila Belmiro como grande ídolo. Foi peça essencial na vitória, de virada, contra o Novorizontino, na estreia do Campeonato Paulista


Foi uma volta ao passado. Gabigol foi o principal personagem na suada vitória santista, 2 a 1 no Novorizontino. Na Vila BelmiroRaul Baretta/Santos----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

“Fiz o coração pra ele (Neymar), pra ela (Rafaella), pra minha família.”

A confissão foi de Gabigol ao voltar a marcar pelo Santos, depois de oito anos.

Há jogadores que precisam de apoio.

De carinho dos torcedores do seu time.

A confiança se reflete nas bolas divididas, nos arranques, na motivação, no deslocamento, na convicção no arremate.

Gabigol estava cansado de ser mal tratado.

Só quem enfrenta sério problema de amnésia, para não lembrar como foram suas despedidas do Flamengo e do Cruzeiro.

Vaiado pelos torcedores da própria equipe.

Desacreditado por jornalistas cariocas e mineiros.

Ele foi pouco criativo, voltou para o ‘berço’.

O mesmo que acolheu Neymar, seu cunhado.

O necessitado Santos.

Com cerca de R$ 1,1 bilhão e em jejum há dez anos, o clube conseguiu seu empréstimo junto ao Cruzeiro, até o final do ano.

Pagará R$ 1,25 milhão a cada 30 dias, exata metade do salário do jogador.

E Gabigol fez sua primeira partida do segundo retorno, o primeiro foi em 2018, quando fracassou na Inter de Milão e no Benfica.

Foi muito bem.

Facilitado pela fraca marcação do Novorizontino, de Enderson Moreira, aberta pela esquerda, exatamente onde o canhoto Gabigol adora circular.

As linhas do time interiorano estavam distantes. O que foi maravilhoso para Rollheiser, argentino que está cada vez melhor. Lautaro Díaz também se aproveitava do espaço que tinha para dominar a bola.

O Santos procurou muito Gabigol. Os jogadores do meio para a frente, o buscavam como referência. E ele não decepcionou.

Tabelou, fez pivô, trombou.

Lutou, estava muito mais participativo do que nos três últimos meses de Cruzeiro.

Gabigol não só marcou gol. Como se movimentou, teve prazer em jogarDivulgação/Agência Paulistão

A perspectiva de vitória santista era grande.

Mas o Novorizontino encaixou um ótimo contragolpe.

Rômulo descobriu Diego Galo, que bateu forte, vencendo Brazão, 1 a 0, aos 25 minutos do primeiro tempo.

Apreensão na Vila Belmiro.

Início de outro ano sofrido?

Mas o Santos conseguia encontrar espaço.

Vojvoda montou seu time com muita movimentação do meio para a frente.

A marcação interiorana seguiu perturbada, posicional como jogadores de pebolim. Fixos.

O ponto mais baixo da equipe era Caballero.

Inseguro, errando jogadas fáceis.

Perdeu um gol inacreditável, depois de driblar o goleiro Jordi.

E pior, ocupando espaço que deveria ser de Robinho Júnior.

No intervalo, Vojvoda corrigiu o erro infantil.

E colocou Robinho Júnior para atormentar os expostos zagueiros santistas.

Antes da substituição fazer efeito, Rômulo teve a bola do jogo. Aos quatro minutos. Cara a cara com Brazão, demorou para driblar o goleiro e a chutou fraco, facilitando o desvio da zaga santista.

O castigo não demorou.

Dois minutos depois, Rollheiser bateu para o gol, a bola desviou na zaga e procurou quem?

Sim, Gabigol, que não teve dificuldade para bater para o fundo do gol. 1 a 1, aos seis minutos.

A partir daí houve um sufoco santista.

O Novorinzontino criava cada vez menos.

E de tanto insistir, veio a virada.

Com um jogador que a torcida tem enorme resistência.

Igor Vinicius cruzou e o Thaciano desviou a bola para as redes.

Aos 43 minutos do segundo tempo.

2 a 1.

A torcida santista vibrava, aliviada.

Gabigol mais ainda.

Marcou na reestreia e o Santos venceu.

“O atacante sempre espera isso. A vitória era mais importante do que o gol em si, mas quando você junta as duas coisas fica ainda melhor.

“Estreia em casa, com vitória, com gol e com a família todinha aí. Uma semana só de treino é muito complicado, muito calor, mas precisávamos dessa vitória em casa.”

Gabigol, que fará 30 anos em agosto, não tem o que reclamar.

Depois de muito tempo terá um fim de semana alegre.

Tem, de novo, clube e torcida que acreditam nele.

E o Santos resgatou, com acerto, um grande ídolo.

Pronto para jogar com Neymar...

Do R7


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