ECONOMIA
As empresas estatais federais encerraram 2025 com um déficit de R$ 5,9 bilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central. O resultado é o segundo pior da série histórica, iniciada em 2002, ficando atrás apenas de 2024, quando o rombo chegou a R$ 6,7 bilhões.
Apesar do resultado negativo, houve uma leve melhora em relação ao ano anterior. Em 2024, as estatais haviam registrado o maior déficit já apurado, enquanto em 2023 o saldo negativo foi de R$ 656 milhões. Já em 2022, a necessidade de financiamento somou R$ 4,8 bilhões, e em 2021 ficou em R$ 3 bilhões.
O levantamento do BC não inclui grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras, que deixaram de integrar o indicador em 2009 por operarem sob regras semelhantes às de companhias privadas de capital aberto. Também ficam de fora os bancos públicos.
Ao longo de 2025, o resultado caminhava para um novo recorde negativo. Entre janeiro e novembro, o déficit acumulado era de R$ 6,3 bilhões, mas uma recuperação no último mês do ano reduziu o rombo para R$ 5,9 bilhões no fechamento do período.
Entre as estatais com resultado deficitário estão os Correios, que enfrentam uma crise financeira. Mesmo após a apresentação de um plano de recuperação no fim do ano, a empresa deve registrar um déficit em torno de R$ 9 bilhões em 2025. A expectativa é de um prejuízo ainda maior no próximo ano, com retorno ao lucro previsto apenas a partir de 2027.
A Eletronuclear também apresenta dificuldades de caixa, segundo dados oficiais. O desempenho das estatais segue influenciado por fatores como a política de investimentos, resultados operacionais e a situação financeira de empresas de grande porte.
Gazeta Brasil
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