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Cama de aço, colchão fino: como é a cela onde Maduro está preso em NY

Cama de aço, colchão fino: como é a cela onde Maduro está preso em NY

 

Ex-líder venezuelano vive em espaço restrito sob forte vigilância enquanto aguarda processo federal


Centro de detenção do Brooklyn abriga cerca de 1.300 presosDivulgação/ Federal Bureau of Prisions - Arquivo

O ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, está detido em uma pequena cela na Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York (EUA), em condições consideradas duras e bastante diferentes do luxo dos palácios onde vivia.

Segundo o especialista em sistema prisional Larry Levine, ouvido pelo jornal britânico Daily Mail, ele estaria isolado em uma área destinada a detentos de alto risco ou grande repercussão, com monitoramento permanente.

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As celas desse setor, conhecido como Special Housing Unit (SHU), têm aproximadamente 2,4 metros por 3 metros, com um espaço útil muito limitado para circulação. O ambiente conta com cama de aço, colchão fino e travesseiro simples. De acordo com Levine, as luzes permanecem acesas o tempo todo, o que dificulta até mesmo o descanso.

Especialistas já destacaram que a restrição e a falta de estímulos externos são parte da rotina no SHU, onde o preso praticamente “mora” em um espaço tão pequeno que ele tem poucos passos para se movimentar fora da cama.

Levine afirma que Maduro, acostumado a residências oficiais com salões e infraestrutura confortável, agora convive com poucos pertences, como uma Bíblia, uma toalha e um bloco de anotações. Ele avalia que o isolamento também busca garantir proteção, já que o ex-ditador pode ser alvo de outros detentos, inclusive ligados a facções criminosas.

O presídio de Brooklyn já foi alvo de denúncias e processos por más condições de higiene, superlotação, violência, falhas elétricas e falta de pessoal. A unidade abriga cerca de 1.300 presos e é a principal instituição federal do tipo na cidade. Advogados e organizações já a definiram como um ambiente severo e problemático.

Levine recorda que o sistema já registrou episódios graves, incluindo mortes e falta de assistência médica a detentos. Para ele, o confinamento prolongado e a tensão em torno do caso tornam o ambiente especialmente delicado para o ex-presidente venezuelano.

Maduro responde a acusações federais de tráfico de drogas e armas, com possibilidade de penas máximas. Promotores afirmam que ele teria participado, por décadas, de esquemas de envio de cocaína aos Estados Unidos e mantido ligações com organizações criminosas internacionais, inclusive vendendo passaportes diplomáticos para facilitar movimentações.

O governo norte-americano também aponta que o esquema teria beneficiado financeiramente pessoas próximas ao ex-líder. Além disso, autoridades dizem temer que ele possa colaborar com investigações, o que aumenta os riscos de retaliação por parte de criminosos. Por isso, a vigilância sobre ele é considerada intensa.

Durante audiência em tribunal federal, Maduro declarou-se inocente e voltou a afirmar ser um “homem decente” e ainda presidente de seu país. Sua esposa, Cilia Flores, que também enfrenta acusações, está detida na ala feminina da mesma unidade e, segundo sua defesa, teve ferimentos durante a captura.

Mesmo com o regime rígido de isolamento, Maduro tem direito a alimentação regular, banho e acesso à sua equipe jurídica, enquanto aguarda o andamento do processo. Levine afirma que o ex-chefe de Estado pode permanecer separado dos demais internos até o fim do julgamento.


Do R7

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