MPF pede suspensão de concurso da Marinha por desrespeito às cotas

MPF pede suspensão de concurso da Marinha por desrespeito às cotas

 Ação civil pública do Ministério Público Federal foi ajuizada por fracionamento de vagas, o que prejudicou a reserva para candidatos negros e com deficiência.

       José Cruz/Agência Brasil



O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, em 8 de setembro de 2025, para pedir a suspensão de concursos em andamento promovidos pela Marinha. O motivo é o desrespeito à Lei de Cotas, que estabelece a reserva de vagas em concursos públicos. A Marinha teria fracionado o total de vagas por especializações, reduzindo a base para o cálculo dos percentuais de cotas, o que prejudicou a criação de postos para candidatos negros e com deficiência.

Em nota à imprensa, o MPF citou um concurso para o quadro técnico do corpo auxiliar da Marinha, que oferecia 62 vagas. Apenas 11 foram destinadas a cotistas raciais, abaixo do mínimo de 20% exigido. Além disso, nenhuma vaga foi reservada para pessoas com deficiência.

Argumentos do MPF

O Ministério Público Federal destacou que o edital possuía 15 perfis profissionais diferentes, com poucas vagas em cada um. Por exemplo, áreas como Arqueologia, Estatística, História, Oceanografia e Serviço Social ofereciam apenas uma vaga e não reservaram postos para cotistas.

A área de informática foi dividida em quatro subespecialidades, o que limitou ainda mais a aplicação da política afirmativa. O MPF informou que tentou negociar a alteração com a Marinha, mas não obteve sucesso. A força armada argumentou que a medida poderia dificultar o preenchimento das vagas por candidatos aptos.

Por Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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