Representante legal afirma que ex-presidente não tem recomendação médica para comparecer à sessão do STF que julga a tentativa de golpe.
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência
O ex-presidente Jair Bolsonaro não comparecerá ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, por seu advogado, Paulo Cunha Bueno. Segundo o defensor, a decisão foi baseada na saúde debilitada de Bolsonaro, sem recomendação médica para o comparecimento.
O julgamento, realizado pela Primeira Turma do STF, retoma a votação que pode condenar o ex-presidente e outros sete aliados. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o grupo de liderar uma trama para reverter o resultado das eleições de 2022.
A sessão de julgamento teve início na semana passada, com a manifestação das defesas e a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se posicionou pela condenação de todos os réus. A partir desta terça-feira, a votação será iniciada.
Réus e Crimes
Nenhum dos oito réus compareceu ao primeiro dia de votação. As sessões para a finalização do julgamento estão agendadas até a próxima sexta-feira, 12 de setembro. A votação será conduzida pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que preside o colegiado.
Os réus que respondem ao processo são:
Jair Bolsonaro (ex-presidente)
Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin)
Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional – GSI)
Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice de Bolsonaro)
Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)
Todos os acusados respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A exceção é Alexandre Ramagem, que, por ser deputado federal, responde a uma parte reduzida das acusações.
Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM
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