População pode fornecer material genético ou exames do familiar desaparecido para realização das análises
O IGP/RS (Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul) usa os avanços tecnológicos com técnicas científicas, como o exame de DNA, para agilizar o processo de identificação de vítimas das enchentes na região. Segundo a instituição, os corpos encontrados são enviados para os Postos Médicos Legais espalhados em todo o estado ou para um DML (Departamento Médico-Legal). Até esse sábado (25), 165 pessoas perderam a vida na maior tragédia ambiental da região.
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No caso da análise de DNA, é preciso de material de comparação para haver identificação. Para isso, a população pode ajudar os técnicos. A orientação é que familiares chequem os abrigos da região e hospitais. Caso a busca não tenha resultado, a família deve registrar um boletim de ocorrência. O registro pode ser feito pela internet, através da Delegacia Online.
Depois do boletim, a família deve buscar um dos locais para realizar a coleta de DNA e fornecer sobre o desaparecido. “Preferencialmente devem se dirigir para coleta filhos, mãe e/ou pai biológicos da pessoa desaparecida. No caso de irmãos biológicos, preferencialmente mais de um por desaparecido”, explica o IGP.
Locais de Coleta
Canoas
- das 08h às 18h de segunda a sexta-feira - Posto Médico Legal de Canoas – Av. Farroupilha, 8001, Bairro São José (Subsolo do Hospital da Ulbra)
Porto Alegre
- das 09h às 18h de segunda a sexta-feira – CREMERS – Av. Princesa Isabel, 921, Bairro Santana.
- das 18h às 09h de segunda a sexta-feira e 24h aos sábados e domingos – DML – Av. Ipiranga, 1807, Bairro Santana.
Para coletas em outras localidades, se dirigir ao Posto Médico Legal mais próximo. Acesse o site do IGP, entre no menu “Serviços” e clique na opção “Onde tem Posto Médico-Legal”.
Os exames
A análise de impressões digitais ajuda a identificar corretamente uma vítima, pois um documento pode ser falsificado para prejudicar o trabalho dos especialistas. Os responsáveis pelo processo podem obter as informações biométricas da população por meio do cadastro de digitais do RG (Registro Geral), por exemplo. Outro ponto importante é cada digital é única, ou seja, cada pessoa tem um “desenho único” nos dedos.
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