Graças, principalmente, ao seu arqueiro Gigi Donnarumma, que defendeu duas cobranças na disputa de penais, a seleção da Itália mais enriquece a sua História e o currículo de Roberto Mancini
A festa da "Azzurra" depois da disputa de penais
@EURO2020
lém de conduzir a “Squadra Azzurra” ao seu segundo título na história da Euro de seleções, o treinador Roberto Mancini, 53 de idade, de apelido “Mancio”, o “Canhoto”, estabeleceu recordes que, certamente, demorarão bastante tempo até serem superados. Neste domingo, 11 de Junho de 2021, ao sobrepujar a Inglaterra por 3 X 2 nos penais, depois de uma igualdade de 1 X 1 até a prorrogação, no santuário do Futebol, Wembley, Londres, a sua equipe ampliou a sua invencibilidade a 34 pelejas. E houve mais.
Vialli e Mancini, os "gemelli" de novo no topo do pódio
Festa "Azzurra" dentro de Wembley
@EURO2020
ITÁLIA 1 X 1 INGLATERRA (3 X 2 nos penais)
Londres, Inglaterra, Wembley Stadium
Público: 67.173 presentes/70.000 ingressos à venda
Árbitro: Bjoern Kuipers (Neerlândia)
Auxiliares: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (Nee)
Gols: Bonucci X Shaw
O momento do gol-relâmpago de Luke Shaw, Inglaterra 1 X 0
@EURO2020
De fato a Itália necessitava de uma fagulha. Mandava no prélio, já havia exigido duas intervenções de Pickford. E a Inglaterra, sabe-se lá por quê, se escondeu do combate. Bingo! O castigo aconteceria aos 67’. Num escanteio que Berardi levantou bem na testa de Marco Verratti, eclodiu a confusão na área pequena dos “Leões”, uma espalmada do arqueiro, a tentativa de Giorgio Chiellini e, enfim, um toque fatal de um outro becão, Leo Bonucci, 1 X 1. Bem melhor a “Azzurra”, merecia a igualdade. E obviamente a Inglaterra se obrigou a jogar bola. Precisariam acordar os apagados Raheem Sterling e Harry Kane.
Haveria seis minutos de acréscimos. Um “goal”, uma “rete”, ou a prorrogação. Haveria os suplementares. A Itália, todavia, sem seus principais avantes, Federico Chiesa e Lorenzo Insigne, lesionados. Southgate também apostou num dos seus amuletos, Jack Grealish no lugar de Mason Mount. E as tensões se exacerbaram, ambos os elencos contidos, ninguém disposto a correr o risco de levar um tento numa tolice. E haveria a loteria dos penais.
Berardi (ITA) – Gol, 1 X 0
Harry Kane (ING) – Gol, 1 X 1
Belotti (ITA) –Pickford defendeu, 1 X 1
Maguire (ING) – Gol, 2 X 1
Bonucci (ITA) – Gol, 2 X 2
Rashford (ING) – Poste e fora, 2 X 2
Bernardeschi (ITA) – Gol, 3 X 2
Sancho (ING) – Donnarumma defendeu, 2 X 3
Jorginho (ITA) – Pickford defendeu, 2 X 3
Saka (ING) – Donnarumma defendeu (3 X 2)
O momento da defesa crucial de Donnarumma
@EURO202
Esta foi a edição número 16 da competição, inaugurada em 1960 com o triunfo da ex-União Soviética. Somadas as suas pré-eliminatórias, uma fase de chaves, uma etapa inicial de mata-matas, outra fase de grupos, os combates das suas oitavas, das quartas, das semifinais e da decisão. a Euro2020 apresentou 311jogos e registrou 963 tentos, média de 3,10. Consequência da Covid-19, houve jogos absolutamente sem qualquer platéia. Ainda assim, 6.145.163 torcedores estiveram nos estádios, a média bem razoável de 19.759. O herói Gigi Donnarumma abocanhou o prêmio de melhor da competição. Corretamente.
Todos os ganhadores e todas as sedes
1960 – União Soviética (1), na França
1964 – Espanha (1), na Espanha
1968 – Itália (1), na Itália
1972 – Alemanha (1), na Bélgica
1976 – Tchecoslováquia (1), na Iugoslávia
1980 – Alemanha (2), na Itália
1984 – França (1), na França
1988 – Neerlândia (1), na Alemanha
1992 – Dinamarca (1), na Suécia
1996 – Alemanha (3), na Inglaterra
2000 – França (2), na Bélgica e na Neerlândia
2004 – Grécia (1), em Portugal
2008 – Espanha (2), na Áustria e na Suíça
2012 – Espanha (3), na Polônia e na Ucrânia
2016 – Portugal (1), na França
2020 – Itália (2), em várias sedes
2024 – Programada para a Alemanha
A Itália, agora, duas vezes campeã da Europa
@EURO2020Os artilheiros:
5 gols – Cristiano Ronaldo (Portugal), Patrick Schick (República Tcheca)
4 gols – Benzema (França), Forsberg (Suécia), Lukaku (Bélgica), Harry Kane (Inglaterra)
3 gols – Georginio Wijnaldum (Neerlândia), Robert Lewandowski (Polônia), Sterling (Inglaterra), Kasper Dolberg (Dinamarca), Haris Seferovic e Xherdan Shaqiri (Suíça)
Os árbitros que mais apitaram:
4 jogos – Felix Brych (Alemanha), Danny Makkelie e Bjoern Kuipers (Neerlândia)
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Do R7
Da redação F/M










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