Crescimento de MEI é a legalização da informalidade

Crescimento de MEI é a legalização da informalidade

 

Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.


O resultado do Indicador de Nascimento de Empresas, levantado pela Serasa Experian, trouxe dados importantes sobre a recuperação..

O resultado do Indicador de Nascimento de Empresas, levantado pela Serasa Experian, trouxe dados importantes sobre a recuperação econômica indicando crescimento no segmento comercial. Esse resultado é reflexo do aumento da intenção de consumo, também apontada por outro indicador do Serasa. Os dados são positivos, mas ainda não o suficiente para tranquilizar o mercado, que espera melhoras mais elevadas para redimensionar o crescimento econômico. As oscilações nas previsões do Produto Interno Bruto (PIB) ainda continuam abaixo do ideal. Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB passou de 2,25% para 2,31% devendo oscilar para mais ou para menos conforme a dinâmica da economia no Segundo semestre.

A pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças de consumo e práticas nos processos de trabalho no mundo inteiro. O desemprego que deslanchou e já atinge perto de 15 milhões de brasileiros reflete em partes à crise econômica e as mudanças no mercado trabalhista. Muitas profissões foram extintas, outras readaptadas e, com isso, diversos pontos de trabalho legais foram eliminados. Esse fenômeno causou o crescimento da informalidade com o trabalho por conta própria. 

Para profissionalizar os serviços e melhorar as relações comerciais, muitos informais estão buscando a legalização através das MEIs (Microempreendedor Individual) modalidade de negócio simplificado com baixa tributação. Dos mais de 351 mil novos negócios que surgiram no último mês de março, os microempreendedores individuais, representam a maior fatia da abertura de negócios, com 80,2% dos novos cadastros. 

Outro fator que vem ajudando impulsionar as MEIs é o impacto sobre as empresas individuais, que são microempresas, com tributações e responsabilidades maiores. Muitas dessas modalidades estão migrando para o MEI por fugir da carga tributária e outras por terem encolhidos seus negócios, resumindo ao dono e um ou outro familiar envolvido no negócio. Se a vacinação em massa evoluir, naturalmente a economia terá melhores reflexos, mas as mudanças de hábitos e consumos continuarão sendo percebidas nas adaptações de negócios popr bom tempo. 

Da redação F/M

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