Ação investiga uma organização criminosa que teria usado rede de postos na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro
O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), segundo mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2026, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15), suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Na mesma operação, a corporação prendeu o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil fluminense.
A ação, batizada de Operação Unha e Carne 8, investiga uma organização criminosa armada que, segundo a PF, usava uma rede de postos na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos e articulação político-institucional. Os investigados são suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, e formação de cartel.
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Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como desdobramento de uma etapa anterior da investigação, realizada em julho. Na ocasião, Canella e Amim foram alvos de buscas em uma apuração sobre 96 postos de combustíveis que teriam movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos.
Canella chegou a ser preso em 7 de julho, depois que a polícia encontrou um fuzil em seu carro. O episódio levou à sétima fase da operação, em setembro, quando o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil) foi detido por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Apesar do sobrenome em comum, ele não é parente do deputado estadual: adotou o nome do padrinho.
Nesta quinta-feira, os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em municípios do estado do Rio, incluindo a capital, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Canella foi encontrado em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Além do deputado e de Marcus Amim, foram presos Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas, a maioria ligada ao setor de combustíveis. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados.
A defesa de Canella informou que não vai se manifestar antes de ter acesso aos autos.
Pleno News

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