PF prende deputado eleito Canella e ex-secretário de polícia do RJ

PF prende deputado eleito Canella e ex-secretário de polícia do RJ

 Ação investiga uma organização criminosa que teria usado rede de postos na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro


Canella e Marcus Amim Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal // Reprodução/TV Alerj


O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), segundo mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2026, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15), suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Na mesma operação, a corporação prendeu o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil fluminense.

A ação, batizada de Operação Unha e Carne 8, investiga uma organização criminosa armada que, segundo a PF, usava uma rede de postos na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos e articulação político-institucional. Os investigados são suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, e formação de cartel.

Leia também
1 Morando nos EUA, Wagner Moura apoia estudantes antifascistas
2 Vorcaro: FAB coloca sigilo de 100 anos em lista de ocupantes de jato
3 Mourão é o único senador a votar contra o fim da escala 6x1
4 Ato pró-Flávio reúne estudantes e personalidades no Mackenzie
5 Senado Federal aprova PEC pelo fim da 6x1 com 75 votos a favor

Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como desdobramento de uma etapa anterior da investigação, realizada em julho. Na ocasião, Canella e Amim foram alvos de buscas em uma apuração sobre 96 postos de combustíveis que teriam movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Canella chegou a ser preso em 7 de julho, depois que a polícia encontrou um fuzil em seu carro. O episódio levou à sétima fase da operação, em setembro, quando o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil) foi detido por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Apesar do sobrenome em comum, ele não é parente do deputado estadual: adotou o nome do padrinho.

Nesta quinta-feira, os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em municípios do estado do Rio, incluindo a capital, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Canella foi encontrado em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

Além do deputado e de Marcus Amim, foram presos Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas, a maioria ligada ao setor de combustíveis. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados.

A defesa de Canella informou que não vai se manifestar antes de ter acesso aos autos.


Pleno News

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem