Alta na arrecadação com petróleo, Imposto de Renda e devolução de precatórios impulsionaram o resultado fiscal em relação ao mesmo período do ano passado.
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
As contas do Governo Central estrutura que reúne o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central registraram um superávit primário de R$ 4,8 bilhões no mês de setembro. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira, dia 29 de outubro de 2026, pela Secretaria do Tesouro Nacional. O desempenho representa uma recuperação na comparação com o mesmo mês de 2025, quando as contas públicas haviam apresentado um déficit de R$ 14,4 bilhões.
O resultado do mês foi impulsionado pelo crescimento expressivo da receita líquida, que subiu 13,6% acima da inflação (alta real de R$ 24,6 bilhões) na comparação anual, enquanto as despesas totais subiram 2,4% (crescimento de R$ 4,7 bilhões). Entre os fatores de maior peso para a arrecadação figuram o aumento de 71,9% nas receitas de exploração de recursos naturais que somaram acréscimo de R$ 5,7 bilhões devido ao avanço da cotação internacional do petróleo e à comercialização pela estatal PPSA, além do avanço de R$ 7,3 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de R$ 12,8 bilhões em receitas extraordinárias oriundas da devolução de precatórios judiciais cancelados.
Pelo lado das despesas, os créditos extraordinários registraram elevação de R$ 9,9 bilhões, motivada principalmente pelo direcionamento de R$ 7,6 bilhões em subvenções econômicas para a importação e produção de diesel e derivados de petróleo, buscando amenizar os impactos econômicos decorrentes das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Paralelamente, os gastos com benefícios da Previdência Social cresceram R$ 2,1 bilhões acima da inflação, impulsionados pela política de valorização do salário mínimo e pelo aumento do número de segurados do RGPS.
Apesar do saldo positivo apurado em setembro, o balanço consolidado do ano permanece em terreno negativo. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Governo Central acumula um déficit primário de R$ 90,2 bilhões, valor inferior ao rombo de R$ 100,3 bilhões registrado em igual período do ano anterior.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual foi o saldo das contas do Governo Central no mês de setembro?
As contas registraram um superávit primário de R$ 4,8 bilhões, revertendo o déficit de R$ 14,4 bilhões apurado em setembro do ano anterior.
Quais fatores mais contribuíram para o aumento da arrecadação federal?
O resultado foi puxado pela valorização do petróleo no mercado internacional, alta na arrecadação do IRPJ e o ingresso extraordinário de recursos provenientes do cancelamento de precatórios.
Como os conflitos no Oriente Médio afetaram o orçamento público no mês?
A crise internacional elevou as receitas com a exploração de petróleo, mas exigiu R$ 7,6 bilhões em créditos extraordinários para subvencionar os custos do diesel e combustíveis no mercado interno.
Qual é o resultado fiscal acumulado do Governo Central no ano de 2026?
No período de janeiro a setembro, as contas públicas acumulam um déficit primário de R$ 90,2 bilhões.
Com informações de Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil


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