Iniciativa Vida em Conta reúne 140 especialistas e 70 organizações da sociedade civil; documento será entregue aos presidenciáveis.
© Tomaz Silva/Agência Brasil
A coalizão Vida em Conta, grupo formado por cerca de 140 economistas e 70 entidades da sociedade civil, lançou o documento “10 Propostas para um Novo Ciclo de Desenvolvimento no Brasil”. A iniciativa visa entregar aos candidatos à presidência da República compromissos focados no combate às desigualdades, sustentabilidade e fortalecimento dos serviços públicos.
O relatório lista diretrizes estratégicas que abordam desde a criação de um Fundo Nacional de Mobilidade Urbana — voltado à implementação da Tarifa Zero no transporte público via reformulação do vale-transporte patronal — até a instituição de uma Política Nacional de Cuidados, com ampliação de creches e proteção social às cuidadoras. Entre as medidas econômicas e fiscais, o texto sugere o aumento da alíquota mínima do Imposto de Renda sobre super-ricos, a taxação do topo de renda, o fim da escala 6×1 sem redução de salários e a revisão sistemática de subsídios a combustíveis fósseis.
A proposta também inclui a valorização contínua do salário mínimo acima da inflação, a reforma agrária conectada à agricultura familiar e a criação de uma meta permanente de redução de disparidades regionais, de raça e de gênero. Segundo os organizadores da coalizão, as medidas visam demonstrar que a responsabilidade fiscal deve caminhar de forma integrada com a garantia de bem-estar social para as camadas mais vulneráveis da população.
FAQ
O que é a coalizão Vida em Conta e qual o seu objetivo?
É um coletivo composto por cerca de 140 economistas e 70 organizações sociais que elaborou propostas de desenvolvimento socioeconômico e combate às desigualdades para os candidatos à Presidência da República.
Como o documento propõe financiar a Tarifa Zero no transporte público?
A proposta sugere a criação do Fundo Nacional de Mobilidade Urbana alimentado pela readequação do vale-transporte, transformando o custeio em uma contribuição sobre a folha salarial recolhida pelos empregadores.
Quais são as principais medidas fiscais e de trabalho sugeridas no relatório?
O texto defende a taxação dos super-ricos via Imposto de Renda, a revisão de subsídios nocivos ao meio ambiente, o fim da jornada 6×1 mantendo os salários e a valorização real do salário mínimo.
Com informações de Agência Brasil


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