“Patrocínio privado não é crime”, destaca Mario Frias em vídeo

“Patrocínio privado não é crime”, destaca Mario Frias em vídeo

                         Deputado se manifestou por meio das redes sociais


Mario Frias Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Mario Frias

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) gravou um vídeo para defender que “patrocínio privado não é crime”. Ele se manifestou por meio das redes sociais, neste sábado (12).

A publicação é a respeito do patrocínio do Banco Master ao filme Dark Horse. Frias apontou que o banco de Daniel Vorcaro “colocou dinheiro na TV, no futebol e em vários negócios”.

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– O Banco Master colocou dinheiro na TV, no futebol e em vários negócios. Patrocinou projeto ligado ao programa de Luciano Huck. Vorcaro colocou centenas de milhões no Atlético Mineiro. E ninguém transformou automaticamente esses contratos em crime. Mas quando aparece dinheiro privado financiando um filme sobre Jair Bolsonaro, de repente surge investigação, suspeita e escândalo. Coincidentemente, tudo isso acontece justamente no momento em que Flavio Bolsonaro lidera as pesquisas hà 22 dias da eleição mais importante do Brasil – escreveu o parlamentar, na legenda de sua gravação.

Dark Horse é um longa-metragem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Polícia Federal (PF) deflagrou na última quinta-feira (10) uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos estavam a produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e Mario Frias.

Batizada de Make Up, a operação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão.

O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de o inquérito, que tramitava em São Paulo, ser levado para a Corte.

A investigação apura se uma possível organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos de emendas para uma organização da sociedade civil e, posteriormente, para empresas subcontratadas de maneira irregular.

De acordo com a PF, não haveria comprovação de que parte dos serviços contratados tenha sido efetivamente executada. Os investigadores afirmam ainda ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao suposto esquema e apontam que as tentativas de ocultar os recursos teriam continuado até julho deste ano.

A operação ocorreu em meio a outras apurações que envolvem o financiamento de Dark Horse. Há atualmente dois inquéritos relacionados ao filme sob supervisão de ministros do STF.

O procedimento relatado por Flávio Dino investiga especificamente a possível utilização irregular de emendas parlamentares e de recursos públicos que teriam chegado a entidades e empresas ligadas à produtora. Já o inquérito sob relatoria de André Mendonça apura repasses realizados pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o caminho percorrido pelo dinheiro.




 Pleno News

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