Segundo um dos organizadores, que preferiu não se identificar, a ideia é esperar o presidente do STF, ministro Edson Fachin, se pronunciar sobre os casos que vieram à tona nesta semana antes de decidir os próximos passos. Embora exista o receio de que o assunto seja usado politicamente nas eleições, a avaliação geral é que o tema é apartidário e importante para o país.
A mobilização acontece no momento em que o STF enfrenta uma crise institucional, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mostrou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
“A podridão está no alto coração do sistema”
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho da Multi, defendeu que a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF atuem de forma profissional para barrar a corrupção — o que, na visão dele, não aconteceu no caso do Master.
“A gravidade do caso é que as mensagens indicam que a podridão está no alto coração do sistema, justamente no sistema de prevenção, justamente nos glóbulos brancos que deveriam proteger o corpo”, disse Ostrowiecki.
Manifesto “Ninguém acima da Lei”
Essa não é a primeira mobilização do tipo. Em dezembro, a sociedade civil lançou o manifesto “Ninguém acima da Lei”, que já ultrapassou 78 mil assinaturas. O documento pedia que Edson Fachin adotasse um código de conduta mais rigoroso e aumentasse a transparência sobre os limites éticos da Corte, após as primeiras denúncias sobre a proximidade entre ministros e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em março, um ato cívico também foi realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade.
Gazeta Brasil com F/M
Postar um comentário