PF aponta que lobista amiga de Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas

PF aponta que lobista amiga de Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas

 

Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, orientava seu motorista a entregar dinheiro em espécie em malas a diferentes pessoas — entre elas o empresário Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha. As informações constam em inquérito da PF obtido pela revista VEJA.

Segundo os investigadores, Roberta, Lulinha e Bittar formavam um grupo focado em intermediar interesses privados junto a órgãos públicos federais. A PF identificou um “núcleo de atuação permanente e coordenada” entre os três. A apuração avançou após a quebra do sigilo telemático de Roberta, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entregas de dinheiro e viagens

Mensagens recuperadas pela PF mostram Roberta dando instruções ao motorista para entregas de notas em malas. O dinheiro tinha como destino diferentes pessoas, incluindo Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia (SP).

A investigação também encontrou diálogos sobre a gestão financeira do grupo. Em uma das conversas, Lulinha pergunta a Roberta se havia dinheiro para bancar uma viagem à África e afirma: “Vc que cuida das minhas finanças”. A viagem teria sido custeada pela lobista, ao valor de US$ 20 mil por pessoa.

Suspeita de repasses e contas no exterior

A PF apura se pagamentos recebidos pela RL Consultoria, empresa de Roberta, tinham Lulinha como destinatário final. Em uma mensagem, Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”) referiu-se ao possível beneficiário como “o filho do Rapaz”.

O inquérito indica ainda que o grupo tinha interesse em abrir empresas e contas bancárias no exterior em países considerados de difícil rastreamento financeiro.

Defesa de Lulinha

Lulinha nega qualquer envolvimento em negociações com a administração pública. Seu advogado, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que o cliente não tem relação com as atividades investigadas e que é alvo de suspeitas apenas por causa de seu sobrenome. O presidente Lula não é investigado neste caso.


Gazeta Brasil

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem