Decisão tomada em reunião com clubes da Série A e da Série B entra em vigor de forma imediata; mudanças incluem limites de tempo para reposições e punições para antijogo.
© Lucas Figueiredo/CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou, durante reunião realizada nesta segunda-feira (10) em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, a adoção de novas regras de arbitragem para as competições nacionais. A medida, decidida em conjunto com os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino, passa a valer de forma imediata e alcança também as séries C e D, a primeira divisão do Campeonato Brasileiro feminino e a Copa do Brasil.
O principal objetivo das alterações, determinadas pela International Board e testadas na última Copa do Mundo, é reduzir o tempo perdido com paralisações e ampliar o tempo de bola rolando nas partidas. Dados da empresa Opta apontam que a média registrada na Série A antes da pausa era de 52 minutos e 54 segundos, enquanto a meta da Fifa é de pelo menos 60 minutos. A expectativa da entidade é acrescentar cerca de 6 minutos de jogo efetivo por partida.
Principais mudanças nas regras de jogo
Entre as dez diretrizes implementadas, destacam-se exigências de rigor com a cronometragem em reposições de bola e novas posturas disciplinares em campo:
Oito segundos para o goleiro com a bola nas mãos, sob pena de concessão de escanteio ao adversário em caso de excesso;
Cinco segundos para a cobrança de arremessos laterais e de tiros de meta, com reversão da posse ou penalidade de escanteio em caso de atraso;
Dez segundos para atletas deixarem o campo em substituições, gerando punição de um minuto de espera para o substituto caso o limite seja estourado;
Obrigatoriedade de o jogador atendido no gramado permanecer fora por pelo menos um minuto, regra que também se aplica a um atleta de linha indicado pelo técnico ou capitão em caso de atendimento ao goleiro;
Exclusividade para o capitão da equipe dialogar com o árbitro, com punição de cartão amarelo para descumprimentos (com indicação prévia de substituto caso o capitão seja o goleiro);
Implementação do Protocolo Vini Junior, punindo com expulsão o ato de tapar a boca intencionalmente ao discutir com adversários para evitar leitura labial;
Revisão pelo árbitro de vídeo (VAR) para segundos cartões amarelos que resultem em expulsão;
Checagem de VAR para escanteios marcados por engano que gerem gols ou pênaltis, com vigência estipulada a partir de 2027.
Perguntas Frequentes
Quais competições serão afetadas pelas novas regras da CBF?
A medida impacta as séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino, a Série A1 do futebol feminino e a Copa do Brasil.
Qual é a principal motivação para a mudança adotada pela entidade?
O objetivo é combater a cera e reduzir o tempo perdido com paralisações, buscando alcançar a meta da Fifa de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida.
O que prevê a regra relacionada ao atendimento médico em campo?
O jogador que receber atendimento no gramado deverá obrigatoriamente aguardar fora de campo por pelo menos um minuto antes de retornar à partida.
Com informações de Lincoln Chaves – Repórter da EBC

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