Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
OBSERVAÇÃO
Antes de tudo, é importante separar duas discussões. O aumento das mortes violentas em Rondônia decorre, em parte, do expressivo crescimento das mortes decorrentes de intervenção policial, conforme apontam os dados do Anuário.
OBSERVAÇÃO 2
Isso não significa que toda a violência seja explicada por esse fator, nem diminui a gravidade dos homicídios praticados pelo crime organizado.
OBSERVAÇÃO 3
Ao contrário: ambos os fenômenos exigem respostas diferentes, mas igualmente firmes do poder público.
COVARDIA
A brutal execução de um médico em Porto Velho, na semana passada, com o corpo sendo encontrado dentro de um túmulo aberto no cemitério de Santo Antônio, não pode ser tratada como mais um caso policial.
NÃO É FATO ISOLADO
Não pode virar apenas mais uma manchete esquecida poucos dias depois. O episódio simboliza um sentimento que cresce silenciosamente entre a população: o de que a violência avança enquanto a sensação de segurança recua.
DADOS
Infelizmente, não se trata de um fato isolado. A impressão de que a criminalidade está cada vez mais ousada encontra respaldo em números oficiais.
CONTRAMÃO
Enquanto a maior parte do Brasil comemorou, em 2025, a menor taxa de mortes violentas desde o início da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Rondônia caminhou na direção oposta.
AUMENTOU
O estado registrou crescimento de 7,5% nas mortes violentas intencionais e passou a integrar um pequeno grupo de apenas sete unidades da federação que pioraram seus indicadores.
TRISTE REALIDADE
Em um momento em que o país reduziu a taxa nacional para 19,1 mortes por 100 mil habitantes, Rondônia ficou na contramão dessa tendência.
POLÍCIA X BANDIDO
Os números também mostram que parte desse aumento decorre da explosão das mortes em intervenções policiais, que saltaram de oito registros em 2024 para 47 em 2025.
CIRCUNSTÂNCIAS
Esse dado exige análise técnica, transparência e permanente fiscalização para garantir que toda atuação policial ocorra dentro dos limites da lei.
OBSTÁCULO
Ao mesmo tempo, os homicídios dolosos permaneceram em patamar elevado, demonstrando que a violência cotidiana continua sendo um enorme desafio.
SENSO COMUM
Independentemente da origem dos indicadores, existe uma conclusão que interessa diretamente ao cidadão: ninguém quer viver com medo.
EFETIVIDADE
A população não espera discursos, disputas políticas ou justificativas estatísticas. Espera resultados.
SEGURANÇA
Espera poder sair de casa sem receio, trabalhar, estudar e voltar para sua família em segurança.
PREPARO
É evidente que as forças de segurança enfrentam organizações criminosas cada vez mais estruturadas e violentas.
RISCO
Também é evidente que policiais colocam diariamente suas vidas em risco para proteger a sociedade.
AÇÃO
Justamente por isso, o Estado precisa oferecer inteligência, integração entre as instituições, investigação qualificada, presença ostensiva onde a criminalidade cresce e respostas rápidas diante dos crimes que chocam a população.
DOR
Casos como o assassinato do médico ultrapassam o sofrimento de uma única família.
COLETIVO
Eles atingem toda a sociedade porque alimentam a sensação de que qualquer pessoa pode ser a próxima vítima.
AÇÕES
Recuperar a confiança da população passa por reduzir os índices de violência de forma consistente, esclarecer crimes com rapidez, fortalecer o trabalho das polícias e garantir que toda ação estatal seja eficiente, transparente e dentro da legalidade.
PRIORIDADE
Segurança pública não pode ser tratada como um tema secundário. É uma solução que precisa ser encontrada “para ontem”.
PERDAS
Quando o medo passa a fazer parte da rotina, perde o comerciante, perde o trabalhador, perde quem investe, perde quem sonha em construir uma família e perde toda a cidade.
BANALIZAÇÃO
Porto Velho e Rondônia precisam reagir antes que a violência deixe de causar indignação e passe a ser encarada como algo normal. Esse talvez seja o maior risco de todos.
FRASE
Nenhuma comunidade merece conviver com a sensação de que o crime dita as regras.
Fonte: Cícero Moura
da redação FM
Postar um comentário