Keiko Fujimori faz primeiro discurso como presidente eleita do Peru e anuncia equipe de transição

Keiko Fujimori faz primeiro discurso como presidente eleita do Peru e anuncia equipe de transição

 

Divulgação

Keiko Fujimori, presidente eleita do Peru, fez seu primeiro discurso oficial nesta sexta-feira (3), após ser proclamada vencedora do segundo turno pelo Júri Nacional de Eleições. Em sua fala, a líder do partido Fuerza Popular afirmou que o próximo governo deve estar “à altura dos desafios que o Peru enfrenta” e que a transição começará imediatamente, sem esperar a posse marcada para 28 de julho.

“Mais do que a alegria deste resultado, não vamos esperar nem mais um minuto, porque estamos aqui para resolver os problemas do país e começar a tomar decisões”, afirmou Fujimori em seu pronunciamento.

Equipe de transição e diagnóstico

A presidente eleita anunciou a criação do “gabinete da presidente eleita”, que será liderado por ela com o apoio de sua equipe. Marco Vinelli foi designado como chefe do grupo de transição governamental, e Miky Torres participará “em representação da chapa presidencial”.

Fujimori afirmou que a prioridade será realizar um diagnóstico técnico aprofundado da administração pública. “Realizaremos um diagnóstico técnico, ministério por ministério, para conhecer o estado dos programas, dos projetos, das obras, dos recursos disponíveis e dos desafios mais urgentes”, disse. Ela também mencionou a necessidade de um “diagnóstico humano” para incorporar uma visão direta sobre as necessidades da população.

A transição será conduzida com “absoluta transparência”, segundo Fujimori, e a cidadania será informada permanentemente por meio de canais oficiais e redes sociais.

Continuidade e ordem

Fujimori defendeu a continuidade de políticas públicas que funcionam, independentemente de quem as iniciou. “O Peru não começa a cada cinco anos”, afirmou. “O que funciona e beneficia o país deve ser preservado, sem importar quem o iniciou”, disse, definindo o princípio de “construir sobre o bom e corrigir tudo aquilo que não funcionou”.

A presidente eleita também retomou o conceito de “ordem”, que foi central em sua campanha. Ela afirmou que o país precisa recuperar a ordem “nas ruas, nas instituições e no Estado”, e descreveu um governo que não apareça apenas em emergências, mas que “planeje, previna e atue a tempo”.

Fujimori delineou uma gestão baseada em três eixos: “um governo aberto, digital e próximo”. Explicou que o governo “aberto” significa que os cidadãos conhecerão como as decisões são tomadas e os recursos administrados; o “digital”, a simplificação de trâmites e a redução da burocracia; e o “próximo”, a presença territorial como parte do ato de governar: “sentir, escutar, dialogar e estar presente onde mais se necessita”.

Reconhecimento internacional

Ao final, Fujimori agradeceu as saudações de “diferentes presidentes e chefes de Estado do mundo” e afirmou que trabalhará com eles para fortalecer “laços de amizade, cooperação e confiança”.

“Hoje começa uma nova etapa para o Peru”, concluiu, convocando a população a “olhar para frente” para construir um país “mais seguro, mais próspero e mais unido”.

A transmissão oficial de cargo ocorrerá em 28 de julho, quando o governo interino de José María Balcázar transferirá o mandato a Fujimori.

Gazeta Brasil

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