Entre as pessoas físicas, a inadimplência também alcançou um novo recorde. A taxa passou de 5,5% para 5,6% em apenas um mês, refletindo a dificuldade de milhões de famílias para manter os pagamentos em dia.
Nas empresas, o percentual avançou de 3,1% para 3,2%, o maior nível desde novembro de 2017, quando havia atingido 3,3%.
Os números divulgados pelo Banco Central mostram ainda que o endividamento das famílias continua próximo do maior patamar já registrado. Em abril, último dado disponível para esse indicador, o saldo das dívidas correspondia a 49,8% da renda acumulada em 12 meses, praticamente igual ao recorde de 49,9%, registrado em janeiro deste ano. Desde o início da série histórica, a média é de 42%.
O aumento da inadimplência foi registrado no período de lançamento do Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas.
Levantamento da Serasa Experian reforça o cenário de pressão sobre o orçamento das famílias. Em março, 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados, o equivalente a 49% da população. As dívidas somavam R$ 557,7 bilhões, sendo que 47% desse total estavam concentrados em instituições financeiras, principal foco das ações de renegociação previstas pelo programa.
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