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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida — substância ativa utilizada em canetas injetáveis para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, autoriza a comercialização dos produtos no país, mas ainda não define os preços de venda, as datas de lançamento nem as indicações terapêuticas específicas de cada marca.
Os medicamentos aprovados são:
Zempneo (Brainfarma)
Semavy (Cosmed)
Orsema (Ranbaxy)
Seemasun (Sun Farmacêutica)
Owozy (Ávita Care)
Todos os produtos são apresentados como solução injetável de aplicação subcutânea na dosagem de 1,34 mg/mL, acompanhados de caneta aplicadora e agulhas. As opções incluem cartuchos de 1,5 mL (com seis agulhas) e de 3 mL (com quatro agulhas).
Concorrência após o fim da patente
As novas liberações ocorrem meses após a Anvisa conceder o registro ao Ozivy, da farmacêutica EMS — o primeiro concorrente nacional da semaglutida aprovado após o fim da patente da dinamarquesa Novo Nordisk, ocorrido em março deste ano. Atualmente, pelo menos outros 17 pedidos de registro para remédios com a mesma substância seguem em análise na agência reguladora.
A semaglutida tornou-se famosa mundialmente por ser o princípio ativo de medicamentos populares como o Ozempic (indicado para diabetes) e o Wegovy (voltado para obesidade). A forte eficácia na redução do apetite transformou as canetas em um dos itens mais procurados nas farmácias do mundo todo.
O que muda para o consumidor
A principal expectativa com a entrada dessas novas marcas é o aumento da concorrência no mercado brasileiro. Nos últimos anos, a explosão na demanda provocou episódios frequentes de desabastecimento e fortes reclamações dos consumidores sobre os preços elevados.
Especialistas apontam que o aumento da oferta pode ajudar na redução gradual dos custos finais e facilitar o acesso dos pacientes ao tratamento. Contudo, as farmacêuticas e a agência ressaltam que ainda é cedo para determinar a dimensão desse impacto nos valores ou no tempo de chegada dos produtos às prateleiras.
Vale destacar que esses novos medicamentos não são categorizados como genéricos tradicionais. Por se tratar de uma molécula biológica complexa, a semaglutida exige um rito regulatório próprio para demonstrar sua qualidade, segurança e equivalência terapêutica.
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