Altas temperaturas aumentam o risco de crises de enxaqueca; saiba como prevenir

Altas temperaturas aumentam o risco de crises de enxaqueca; saiba como prevenir

 Especialista explica por que altas temperaturas, baixa umidade e desidratação são gatilhos para a doença e orienta como reduzir os riscos


Com a chegada do verão amazônico e a iminência de um sistema El Niño mais forte este ano, ocasionando altas temperaturas, o cuidado com a saúde e a hidratação se faz mais urgente, ainda mais para quem sofre de enxaqueca, seja simples ou crônica.

A orientação de profissionais da saúde é básica: hidratar de forma preventiva, bebendo água ao longo do dia sem esperar a sede, evitar o sol nos horários de pico e buscar ambientes frescos. De acordo com o médico e coordenador nacional do curso de pós-graduação em Clínica da Dor da Afya Educação Médica Porto Velho, Carlos Trindade, o que aumenta a frequência ou a intensidade das crises de enxaqueca não é a seca, propriamente, mas suas consequências, como o calor extremo, a baixa umidade e a desidratação.

No corpo, o calor sobrecarrega a regulação da temperatura e mexe no equilíbrio de líquidos e sais. A desidratação, mesmo leve, favorece a liberação de substâncias que ativam a via da dor. É como um alarme sensível demais: não precisa de incêndio para disparar, basta a combinação de calor e desgaste, explica Carlos Trindade.

Ele alerta que jejum, variações hormonais, estresse, sono irregular, determinados alimentos, luz e cheiros fortes, além de mudanças no ambiente, como calor e desidratação, acabam sendo gatilhos para quem sofre com crises persistentes de enxaqueca.

O médico acrescenta, ainda, que o sono é decisivo nesse contexto, porque o cérebro de quem tem enxaqueca é muito sensível à regularidade: dormir pouco, demais ou fora de hora, tudo pode disparar uma crise.

Para profissionais da saúde que queiram se especializar no entendimento da dor e suas nuances, a Afya Educação Médica oferece, em Porto Velho, a pós-graduação em Clínica da Dor, voltada à formação de médicos capacitados para compreender os diferentes mecanismos e oferecer tratamentos mais individualizados, além de atendimentos gratuitos para a população. Mais informações no telefone (69) 99955-1741.

Sintomas

A enxaqueca afeta mais de 31 milhões de brasileiros em idade produtiva, com maior prevalência em mulheres, de acordo com o Global Burden of Disease, da revista Lancet.

Mas como diferenciar uma dor de cabeça comum de uma enxaqueca que exige avaliação? Carlos Trindade, coordenador nacional do curso de pós-graduação em Clínica da Dor da Afya Educação Médica, explica que uma dor tensional comum costuma ser um aperto dos dois lados, de intensidade leve a moderada, que atrapalha mas não impede o dia.

Já a enxaqueca costuma latejar, muitas vezes de um lado só, é mais forte, piora com esforço e vem com enjoo e sensibilidade à luz e ao som. Procure um especialista quando as crises se repetem e atrapalham a vida, quando há necessidade frequente de analgésico ou quando a dor muda de padrão. E busque avaliação imediata diante de dor súbita e explosiva, ou acompanhada de febre, alteração neurológica ou rigidez no pescoço, orienta.

Crises de enxaqueca são comuns entre brasileiros que, muitas vezes, costumam confundir o evento com uma simples dor de cabeça. Carlos Trindade alerta que trata-se de uma doença neurológica legítima e, que, sem tratamento, limita a rotina, afasta a pessoa da vida social e familiar e está entre as principais causas de dias perdidos de trabalho no mundo.

Há ainda o risco de cronificação, sobretudo com uso excessivo de analgésico. A mensagem que faço questão de reforçar é que ninguém precisa aprender a conviver com a dor: hoje existem recursos que vão do tratamento preventivo à neuromodulação para reduzir a frequência e a intensidade das crises, afirma o especialista.

Perguntas frequentes

O calor pode provocar enxaqueca?
Sim. O calor intenso, associado à desidratação e à baixa umidade, é um dos principais gatilhos para crises em pessoas predispostas.

Beber água ajuda a prevenir crises?
Sim. Manter boa hidratação ao longo do dia reduz o risco de desidratação, um importante fator desencadeante da enxaqueca.

Como diferenciar enxaqueca de dor de cabeça comum?
A enxaqueca costuma ser latejante, mais intensa, geralmente unilateral e acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz ou ao som.

Quando devo procurar um médico?
Quando as crises forem frequentes, exigirem uso constante de analgésicos, mudarem de padrão ou vierem acompanhadas de sintomas como febre, rigidez no pescoço ou alterações neurológicas.

da redação FM 

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem