Uma quadrilha investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) vendia suplementos alimentares falsificados pela internet com uma diferença de preço de quase R$ 200 em relação aos produtos originais. A informação consta na denúncia apresentada pelo CyberGaeco/MPRJ. O grupo agia, pelo menos, desde 2022 em plataformas de comércio eletrônico, anunciando produtos de marcas conhecidas com fotos semelhantes às originais e preços atrativos. Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos.
A operação ocorreu nesta quarta-feira (17), com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em cinco municípios do estado do Rio de Janeiro: Recreio dos Bandeirantes (Zona Oeste da capital), Duque de Caxias (Baixada Fluminense), Mangaratiba (Costa Verde), São Pedro da Aldeia e Cabo Frio (Região dos Lagos).
Como funcionava o esquema
Segundo a denúncia, os suspeitos se aproveitavam da credibilidade de grandes marketplaces para ampliar as vendas dos itens falsificados. Os consumidores compravam produtos com preços abaixo do mercado, mas recebiam itens diferentes dos anunciados – muitas vezes, sem número de lote ou data de validade. As cápsulas tinham cores e tamanhos diferentes das originais, sem garantia do que exatamente havia dentro delas.
“As substâncias inseridas ali são as mais variadas. Já houve identificação de gesso misturado na creatina”, afirmou a promotora Tatiana Kaziris.
Investigação e apreensões
As investigações começaram com reclamações de consumidores às marcas e às lojas online. As empresas perceberam que os produtos com problemas vinham do mesmo endereço, em Duque de Caxias, quase sempre enviados pelos mesmos vendedores. As plataformas de comércio eletrônico colaboraram com as investigações, fornecendo informações que ajudaram na identificação dos integrantes do esquema.
Em fevereiro de 2024, uma ação da Polícia Civil localizou um laboratório clandestino utilizado para a fabricação dos produtos adulterados. Os agentes também encontraram um galpão com grande quantidade de suplementos e produtos farmacêuticos, centenas de encomendas prontas para envio e milhares de rótulos, indicando a atuação em larga escala da organização.
Riscos à saúde
Além dos prejuízos financeiros, o Ministério Público alerta para os riscos à saúde dos consumidores, já que os produtos continham substâncias diferentes das informadas nos rótulos. Os denunciados responderão criminalmente pelos crimes apurados.
Gazeta Brasil com F/M
Postar um comentário