Uso de IA na saúde chega a 18% dos serviços do país

Uso de IA na saúde chega a 18% dos serviços do país

 Pesquisa da TIC Saúde mostra que o uso de IA na saúde alcança 18% dos estabelecimentos no Brasil em 2025, com maior presença na rede privada e desafios de custo.

                                                                           foto - Ascom/Secretaria da Saúde do Estado (Sesab)


O uso de IA na saúde já está presente em 18% dos estabelecimentos de atendimento no Brasil, segundo dados da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, referentes a 2025. O levantamento mostra que o avanço do uso de IA na saúde ocorre de forma mais intensa na rede privada, enquanto o setor público ainda apresenta menor adesão à tecnologia.

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De acordo com o estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 21% dos estabelecimentos privados utilizam inteligência artificial, contra 11% na rede pública. O uso de IA na saúde é mais frequente em atividades administrativas e clínicas, como organização de processos, reforço da segurança digital, melhoria da eficiência dos tratamentos, apoio à logística e gestão de recursos humanos, além de aplicações em diagnósticos e dosagem de medicamentos.

A pesquisa também aponta que o crescimento do uso de IA na saúde ainda enfrenta barreiras importantes. Entre os principais entraves estão o alto custo de implementação, a falta de prioridade institucional e limitações relacionadas à capacitação profissional e à estrutura de dados nos serviços de saúde.

Além disso, o estudo indica que outras tecnologias digitais também avançam de forma gradual no setor, como internet das coisas e sistemas robóticos conectados. O uso de IA na saúde aparece ainda associado à ampliação de serviços online, como agendamento de consultas e acesso a resultados de exames, já adotados por parte dos estabelecimentos.

Especialistas destacam que a expansão do uso de IA na saúde exige investimentos em qualificação e regulamentação, devido ao impacto direto da tecnologia no atendimento e no tratamento de pacientes em todo o país.

Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - 50

da redação FM

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