Criminosos usam vagas falsas para roubar dados pessoais, aplicar fraudes bancárias e exigir pagamentos indevidos de candidatos.
foto - Marcello Casal jr/Agência Brasil
A Febraban emitiu um alerta sobre o aumento do golpe do falso emprego, prática criminosa que utiliza ofertas fraudulentas de trabalho para capturar dados pessoais e aplicar golpes financeiros. Segundo a federação, os criminosos aproveitam a busca por oportunidades profissionais para enganar vítimas em aplicativos de mensagens e redes sociais.
De acordo com a entidade, os golpistas se passam por recrutadores, representantes de empresas ou falsas agências de emprego. As abordagens costumam ocorrer por WhatsApp, e-mail, Facebook e Instagram, geralmente com promessas de salários elevados e contratação rápida.
A estratégia tem como objetivo obter informações sensíveis das vítimas, como fotos, documentos pessoais, dados bancários e até assinaturas digitais.
“Assim, obtêm fotos das vítimas, imagens de documentos, informações bancárias e assinaturas digitais”, destacou a Febraban em comunicado.
Além do roubo de dados, os criminosos também costumam exigir pagamentos para supostas taxas de inscrição, exames admissionais ou cursos obrigatórios para contratação. Após o pagamento, a vaga desaparece e o candidato descobre que foi enganado.
Segundo a federação, o golpe pode gerar prejuízos ainda maiores. Com documentos e dados bancários em mãos, os fraudadores conseguem abrir contas, solicitar empréstimos e realizar financiamentos em nome das vítimas.
Os crimes praticados nesse tipo de fraude incluem estelionato, furto mediante fraude e apropriação indébita, todos previstos no Código Penal brasileiro.
A Febraban orienta que candidatos desconfiem de processos seletivos muito simplificados ou de promessas salariais muito acima da média do mercado. A entidade também recomenda verificar diretamente nos canais oficiais das empresas se as vagas realmente existem.
Outro cuidado importante é confirmar a autenticidade do recrutador, observando se o e-mail possui domínio corporativo e se o perfil em redes sociais apresenta conexões reais.
A federação reforça ainda que empresas sérias não exigem pagamentos antecipados para participação em seleções, exames ou treinamentos obrigatórios.
O avanço do golpe do falso emprego acompanha o crescimento das fraudes digitais no país, principalmente em períodos de aumento do desemprego e maior procura por recolocação profissional.
Por Agência Brasil - 50
da redação FM
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