Nove governadores pré-candidatos deixaram cargos e prazo acaba hoje

Nove governadores pré-candidatos deixaram cargos e prazo acaba hoje

 Desincompatibilização

Constituição tenta impedir que gestores estaduais usem poder público para obter vantagem eleitoral


Governador mineiro Romeu Zema (Novo) faz oposição ao presidente Lula (PT). (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


O cumprimento do prazo constitucional da desincompatibilização já levou nove governadores pré-candidatos a deixarem os cargos para poderem disputar outros mandatos em seus estados. O limite para as exonerações se encerra neste sábado (4), seis meses antes do primeiro turno das eleições de outubro.

O Senado é o principal objetivo dos gestores estaduais que precisam se enquadrar na regra eleitoral que tenta impedir abusos de poder com o uso do cargo público para obter vantagens eleitorais.

Mas os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), deixaram seus governos estaduais para tentar governar o Brasil, na disputa contra a reeleição do presidente Lula (PT).

Outros exonerados foram os ex-governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); do Acre, Gladson Cameli (PP); de Roraima, Antônio Denarium (PP); de Mato Grosso, Mauro Mendes (União); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e do Pará, Helder Barbalho (MDB).

Governadores Romeu Zema Ronaldo Caiado e Tarcísio Gomes de Freitas, mobilizaram a direita para enfrentar Lula em 2026 (Foto: Reprodução/X/@ronaldocaiado)

Outro que deixou o mandato com antecedência foi o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com objetivo de se tornar senador, antes de se tornar inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político nas eleições de 2022.

Outros governadores cotados para a disputa presidencial, como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD) e Eduardo Leite (PSD), acabaram permanecendo nos cargos para concluírem seus em seus respectivos mandatos em São Paulo, Paraná e no Rio Grande do Sul.

E quem deve tentar se reeleger para os governos estaduais não precisam deixar seus mandatos, como o caso da pernambucana Raquel Lyra (PSD).

Davi Soares

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