A perpetuação da reeleição transforma a política em negócio privado e bloqueia a renovação democrática.
Imagem gerada por IA.
O eleitor maranhense — e brasileiro — precisa fazer o dever de casa: não eleger nem reeleger aqueles que transformam a política em cabide de emprego ou em instrumento para benefícios pessoais. A observação vale para todo o país, mas o Maranhão continua sendo retratos negativo do subdesenvolvimento, por insistir em políticos incompetentes, mais interessados em vantagens pessoais do que em servir à coletividade.
Política sem identidade
Trocar de partido com facilidade revela ausência de identidade ideológica e a busca apenas pelo holofote do poder. No caso da senadora maranhense Eliziane Gama, que migrou do PSD para o PT, fica evidente que a política é negócio pessoal. Não há registros de grandes obras ou investimentos diretos no Maranhão atribuídos à sua atuação. Trata-se de mais uma política inexpressiva que compõe o inchado cenário nacional.
Mandato não é carreira
A política deveria ser exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno à profissão de origem oxigenaria a vida pública. Em vez disso, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses privados. A busca incessante pela reeleição mostra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um grande negócio.
Ninguém é insubstituível
Quem não tem competência para realizar seus projetos em uma legislatura, que volte para casa. A reeleição perpetua vícios e bloqueia a renovação. O eleitor precisa compreender que o voto é instrumento de mudança, e que a política só recuperará seu verdadeiro sentido quando deixar de ser negócio pessoal e voltar a ser serviço público.
Por Júlio César Cardoso - 50
da redação FM
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