Filho do último xá iraniano quer liderar transição política em seu país
O nome Reza Pahlavi tem peso na história política do Irã. Isso porque trata-se do último monarca do país, o xá Mohamad Reza Pahlavi, que foi destituído por meio da Revolução Islâmica de 1979. Hoje, porém, esse nome pertence a um opositor do regime iraniano que vive há décadas nos Estados Unidos: o filho de Mohamad, que sendo herdeiro direto da coroa, vem manifestando interesse em liderar uma transição política em seu país natal.
Atualmente com 65 anos, Pahlavi deixou o Irã aos 17, um ano antes da revolução, a fim de estudar nos EUA e se formar como piloto militar. Com a instituição do governo dos aiatolás que derrubou a monarquia comandada por seu pai, Pahlavi nunca mais pôde retornar.
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Radicado no exterior desde então, ele se consolidou como um dos rostos mais conhecidos da oposição à República Islâmica do Irã. Ele apoiou a intervenção norte-americana, comemorou a morte de Khamenei e afirmou que o regime iraniano estaria próximo do fim.
O opositor afirma ter apoio dentro do país e garante possuir um plano para conduzir uma transição política. Ele nega querer restaurar a monarquia, mas sim ajudar a conduzir o Irã a um sistema democrático, laico e com liberdade social.
Seu nome voltou a aparecer durante protestos contra o governo iraniano, quando manifestantes passaram a entoar slogans pedindo sua volta. Em resposta, Pahlavi publicou vídeos incentivando as mobilizações e traçando estratégias.
Sua figura, no entanto, divide opiniões, especialmente porque Pahlavi nunca criticou o caráter autoritário e repressivo do governo de seu pai. Além disso, tanto no Irã quanto nos EUA, o apoio a ele tem dado sinais de inconsistência. Para o presidente Donald Trump, o iraniano é “uma boa pessoa”, mas o republicano afirma não saber se a população do Irã aceitaria sua liderança.
Pleno News
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