Polícia Federal deflagra operação contra vazamento de dados do STF

Polícia Federal deflagra operação contra vazamento de dados do STF

 Operação Dataleaks mira organização criminosa que comercializava informações sensíveis de magistrados; mandados de prisão são cumpridos em três estados brasileiros.

                                                                                                                        © Marcelo Camargo/Agência Brasil


A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Dataleaks, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na obtenção e disseminação ilícita de dados pessoais. A investigação apura a existência de uma base de dados não oficial que continha informações sensíveis de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação busca identificar a origem do vazamento e o alcance da comercialização dessas informações extraídas de bases governamentais e privadas.

Ao todo, os agentes federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. As ordens judiciais foram expedidas pelo próprio STF, no âmbito de um inquérito sigiloso relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a PF, o grupo criminoso atuava de forma profissional na adulteração e venda desses dados, o que representa um risco direto à segurança institucional dos magistrados.

Crimes investigados e estrutura do grupo

Os envolvidos na Operação Dataleaks são investigados por uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, invasão de dispositivo informático e furto qualificado mediante fraude. A polícia também apura indícios de corrupção de dados e lavagem de dinheiro, uma vez que o acesso privilegiado às informações era utilizado como produto de mercado ilícito. A investigação aponta que a quadrilha possuía conhecimentos técnicos avançados para burlar sistemas de segurança.

A operação é vista como um passo fundamental para proteger a integridade das bases de dados públicas brasileiras. O acesso a informações pessoais de autoridades pode ser utilizado para tentativas de extorsão, ataques cibernéticos direcionados ou intimidação. A Polícia Federal segue analisando os equipamentos apreendidos para verificar se dados de outras autoridades dos Três Poderes também foram comprometidos pelo grupo.

Detalhes da Operação Dataleaks

Mandados: 5 prisões preventivas e 4 buscas e apreensões.

Estados atingidos: São Paulo, Tocantins e Alagoas.

Relatoria: Ministro Alexandre de Moraes (STF).

Alvos: Dados sensíveis e pessoais de ministros do Supremo.

As investigações continuam em sigilo para evitar a destruição de provas e identificar possíveis compradores dessas bases de dados. A Polícia Federal reforça que a comercialização de dados pessoais provenientes de sistemas governamentais é crime federal e que os responsáveis por alimentar tais bases paralelas responderão com o rigor da lei.

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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