O comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou nesta segunda-feira que o Estreito de Ormuz está fechado e que o Irã vai atacar qualquer embarcação que tentar atravessá-lo, segundo veículos de mídia iranianos.
A medida ocorre após o ataque israelense que matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e ameaça interromper cerca de 20% do fluxo global de petróleo, elevando os preços do combustível de forma significativa.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o transporte marítimo mundial. Além de cerca de um quinto do petróleo comercializado por navios passar por ali, a região concentra também um quinto das exportações globais de gás natural liquefeito (GNL) e aproximadamente um terço do comércio mundial de ureia, o fertilizante mais usado no planeta.
“O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da marinha regular colocarão fogo nesses navios”, declarou Ebrahim Jabari, conselheiro sênior do comandante-em-chefe da Guarda, em falas divulgadas pela imprensa de Teerã.
A decisão foi motivada pelos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra líderes iranianos em 28 de fevereiro, uma ofensiva que tinha como objetivo derrubar a cúpula do país. Em resposta, o Irã lançou múltiplos mísseis contra países vizinhos no Golfo, incluindo Catar, Kuwait e Bahrein, que abrigam bases militares americanas. Teerã também atingiu alvos nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã.
Com o bloqueio, o Irã cumpre ameaças feitas ao longo de anos de impedir a passagem pelo estreito em retaliação a ataques contra a República Islâmica. O Estreito de Ormuz tem cerca de 33 km de largura no ponto mais estreito e concentra 20% do consumo diário de petróleo do mundo, tornando-se um dos pontos mais sensíveis para a estabilidade energética global.
Gazeta Brasil
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