EUA ordenam retirada de diplomatas da Arábia Saudita após escalada de retaliação iraniana

EUA ordenam retirada de diplomatas da Arábia Saudita após escalada de retaliação iraniana

 Departamento de Estado americano cita riscos severos à segurança; país árabe tornou-se alvo de ataques após ofensiva que abateu Ali Khamenei.

          © Google Earth/Reuters - Proibido reprodução



O governo dos Estados Unidos determinou, neste domingo (8), a saída imediata de todo o pessoal diplomático não essencial e de seus familiares da Arábia Saudita. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado em Washington, reflete o agravamento da crise de segurança no Oriente Médio, onde o território saudita passou a ser alvo direto de projéteis e ataques iranianos em resposta à ofensiva militar norte-americana e israelense iniciada no final de fevereiro.

A tensão na região atingiu níveis críticos após a operação conjunta de EUA e Israel, no dia 28 de fevereiro, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989. Desde então, Teerã iniciou uma onda de retaliações massivas contra Israel e bases americanas, estendendo os ataques a infraestruturas em países vizinhos que abrigam forças estrangeiras ou mantêm alianças estratégicas com o Ocidente, como Bahrein, Catar, Kuwait e os próprios Emirados Árabes Unidos.

Enquanto o pessoal diplomático abandona Riade, o Irã oficializou a sucessão de seu comando. Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, foi nomeado pela Assembleia de Peritos como o terceiro líder supremo da República Islâmica. A nomeação consolida o poder da linha dura no país e sinaliza a continuidade da resistência armada. Mojtaba assume não apenas o controle político e militar, mas também a liderança máxima do xiismo, exercendo influência direta sobre milícias e grupos aliados no Iraque, Síria e Líbano.

A reação de Washington à sucessão foi imediata e agressiva. O presidente Donald Trump declarou que o novo líder supremo e a alta hierarquia iraniana permanecem como alvos militares prioritários. Com incidentes registrados até mesmo em países como Chipre e Turquia, a comunidade internacional observa com apreensão a possibilidade de um conflito de proporções globais, enquanto as embaixadas americanas na região operam sob protocolos de segurança máxima e contingente reduzido.

Por RTP - 20

da redação FM

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