O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quinta-feira (5) que o regime cubano pode ser o próximo alvo da política externa norte‑americana, depois da guerra em andamento com o Irã. Em declarações que repercutiram internacionalmente, ele afirmou que a situação em Havana é resultado direto da pressão e das ações de Washington.Em entrevista ao site Politico, Trump afirmou que “Eles precisam de ajuda. Estamos conversando com Cuba” enquanto a ilha enfrenta uma **crise econômica e energética agravada pelo bloqueio de petróleo e de recursos que vinha da Venezuela — principal fornecedor de combustível para o país caribenho”.
O presidente republicano também atribuiu parte das dificuldades do regime aos esforços dos Estados Unidos: “É por causa da minha intervenção, intervenção que está acontecendo. Obviamente, caso contrário, eles não teriam esse problema.”
Segundo Trump, o governo cubano está “desesperado por um acordo” com Washington. “Cuba também vai cair”, declarou ele, projetando confiança de que a pressão americana — econômica e diplomática — poderá levar a mudanças significativas na ilha em questão de semanas.
A fala foi repetida em contexto diferente durante evento na Casa Branca para celebrar o título da liga de futebol Major League Soccer, quando Trump enfatizou que, depois de concluir o conflito no Irã, será “apenas uma questão de tempo” até que os Estados Unidos voltem sua atenção a Cuba.
Contatos com o governo cubano e cenário de crise
Trump confirmou que representantes americanos mantêm “contato com Cuba” em meio ao agravamento da crise na ilha, intensificada pela interrupção das importações de petróleo venezuelano desde janeiro, o que deixou reservas de combustível em níveis críticos e aprofundou a recessão econômica.
A crise energética tem gerado apagões generalizados e dificuldades para setores essenciais da economia cubana, como transporte e serviços públicos, levando autoridades da ilha a considerar reformas e buscar apoio externo enquanto enfrentam o impacto da pressão americana nas relações comerciais e diplomáticas.
Especialistas em política internacional acreditam que uma intensificação da pressão econômica e diplomática pode forçar o governo cubano a negociar com Washington medidas que incluam reformas internas e concessões em áreas sensíveis, embora o presidente Trump não tenha detalhado qual seria o formato de um eventual acordo ou intervenção.
A previsão de Trump de que “Cuba vai cair também” marca uma escalada retórica nas tensões entre os dois países e coloca o foco internacional sobre o futuro das relações entre Washington e Havana, em meio a uma crise sem precedentes na história recente da ilha.
Gazeta Brasil
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