Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão confirma a aprovação anterior da CPMI do INSS, que investiga suspeitas de fraudes e irregularidades no pagamento de benefícios previdenciários.
A comissão tem até o fim de março para apresentar o relatório final das investigações. Lulinha foi citado em uma das fases da Operação Sem Desconto como suposto beneficiário de desvios, mas sua defesa nega qualquer envolvimento.
O requerimento para a quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e enfrentou resistência de parlamentares governistas, que alegaram manipulação na votação. Alcolumbre afirmou que não vai interferir na decisão do colegiado.
De acordo com o documento aprovado, a empresária Roberta Luchsinger é apontada como peça central do núcleo político da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, responsável por ocultação de patrimônio e gestão de contas para lavagem de dinheiro. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que pagamentos de até R$ 300 mil destinados a Luchsinger poderiam ter sido relacionados a Lulinha, expressão usada pelo investigado como “filho do rapaz”.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, afirma que o filho do presidente não teve participação nas supostas fraudes. “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, disse Santos, que informou que enviará voluntariamente os documentos ao STF.
da redação FM
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