‘PENTE FINO': Governador ordena devassa na Saúde e CGE escala equipe para auditoria

‘PENTE FINO': Governador ordena devassa na Saúde e CGE escala equipe para auditoria

 Ofício que motivou investigação tem acesso restrito no sistema do governo; Controladoria substituiu assistentes por auditores veteranos para analisar ‘possíveis irregularidades’ em contratos


Foto: Daiane Mendonça / SECOM - Governo de Rondônia


Uma determinação direta e sigilosa do Gabinete do Governador desencadeou uma operação de controle interno na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A Controladoria Geral do Estado (CGE) instaurou uma inspeção extraordinária para apurar ‘possíveis irregularidades’ na execução de contratos da pasta. A movimentação foi registrada no Diário Oficial desta terça-feira (10). 

Rondoniaovivo apurou que a ordem para a inspeção partiu do Ofício nº 523/2026/GOV-RED. O prefixo ‘GOV’ indica que o documento saiu da Governadoria. A reportagem tentou acessar o teor do ofício no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), mas o arquivo encontra-se com nível de acesso restrito, indicando certo grau de sensibilidade do conteúdo.

Inicialmente, uma portaria (nº 35), editada pelo Controlador Geral do Estado em 29 de janeiro, havia designado uma equipe composta majoritariamente por assistentes de controle interno para a tarefa.

No entanto, a publicação de nova portaria (nº 40), na edição de hoje (10) do Diário Oficial, destituiu o grupo original e escalou auditores mais experientes. O levantamento feito pela reportagem mostra que os novos integrantes possuem matrículas antigas, com ingressos registrados em concursos de 2018 e processos seletivos anteriores, contrastando com o perfil da equipe anterior.

Da equipe original designada em janeiro, apenas uma servidora foi mantida na nova formação. A inspeção tem como foco o Fundo Estadual de Saúde (FES), por onde tramitam os pagamentos de fornecedores, obras e insumos hospitalares. De modo geral, o FES é o orçamento mais robusto do Governo. 

Outro Lado

A reportagem entrou em contato com a Casa Civil para questionar o teor do ofício sigiloso, com a Sesau para comentar a abertura da inspeção, e com a CGE. Até a publicação deste material, não houve retorno.


da  redação


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