Governo promove ampla troca de comando na Polícia Civil de Rondônia; mais de 20 diretores são substituídos

Governo promove ampla troca de comando na Polícia Civil de Rondônia; mais de 20 diretores são substituídos

 

         

Polícia Civil de Rondônia — Foto: Marcelo Gladson

Reestruturação alcança departamentos estratégicos e levanta questionamentos sobre continuidade de políticas investigativas

Porto Velho, RO – O Governo de Rondônia promoveu uma das maiores reestruturações recentes na Polícia Civil do Estado, com a exoneração e nomeação de mais de 20 diretores, chefes de divisão e membros de comissões. As mudanças foram oficializadas na edição do Diário Oficial do Estado publicada em 20 de fevereiro de 2026, conforme atos assinados pelo governador Marcos Rocha.

A publicação reúne alterações simultâneas em áreas consideradas essenciais para o funcionamento da corporação, incluindo departamentos de HomicídiosInteligênciaNarcóticosPolícia MetropolitanaFlagrantesPolícia do InteriorCrimes OrganizadosPerícia Oficial e Tecnologia da Informação, além de diversas comissões internas.

REESTRUTURAÇÃO ALCANÇA ÁREAS SENSÍVEIS

Os atos publicados mostram que as mudanças envolveram cargos de Direção Superior, Direção de Divisão e posições estratégicas responsáveis por coordenar investigações complexas e gerir setores que concentram inteligência e análise criminal. Foram nomeados novos titulares para estruturas como:

  • Diretoria de Perícia Oficial

  • Diretoria de Polícia Metropolitana

  • Diretoria de Flagrantes

  • Diretoria de Polícia do Interior

  • Diretoria de Narcóticos

  • Diretoria de Polícia Especializada

  • Diretoria de Homicídios e Proteção à Pessoa

  • Diretoria de Inteligência Policial

  • Diretoria de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado

  • Diretoria de Tecnologia da Informação

Também foram substituídos presidentes e membros de comissões internas responsáveis por procedimentos administrativos e operações de fiscalização.


VOLUME DE NOMEAÇÕES LEVANTA QUESTIONAMENTOS

A quantidade de trocas anunciadas em uma única edição do Diário Oficial chama atenção de especialistas em segurança pública, que apontam possíveis impactos na continuidade de investigações e de operações em andamento. A movimentação simultânea em diversos setores pode exigir readequações internas e reposicionamento de equipes até que o novo comando esteja plenamente alinhado.

Entre os possíveis efeitos estão:

  • desaceleração temporária de investigações sensíveis;

  • revisão de fluxos internos e prioridades operacionais;

  • ajustes na gestão de inteligência e no compartilhamento de informações;

  • mudanças no ritmo de operações de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas.


GOVERNO NÃO DIVULGA MOTIVAÇÕES

O Governo não apresentou justificativas para a reestruturação. Os atos publicados se limitam a listar exonerações e nomeações, sem detalhar os critérios adotados.
A ausência de explicações reforça o debate sobre as razões que levaram à troca generalizada, especialmente em setores que lidam com investigações de alta complexidade.

Especialistas destacam que mudanças desse porte costumam estar relacionadas a:

  • readequação administrativa;

  • realinhamento estratégico;

  • substituições por desempenho;

  • fortalecimento de setores específicos;

  • revisão de métodos e políticas investigativas.


TRANSIÇÃO DEVE SER ACOMPANHADA

Em razão da amplitude da reestruturação, analistas consideram relevante acompanhar:

  • o desempenho das equipes sob nova chefia;

  • possíveis alterações no ritmo das operações;

  • impactos sobre índices de resolução de crimes;

  • eventuais manifestações de delegados e agentes;

  • novos atos complementares publicados pelo Governo.

A reformulação ocorre em um contexto de crescente demanda por respostas rápidas da segurança pública e de necessidade de continuidade nas ações de combate ao crime organizado no Estado.


da redação FM

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